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terça-feira, 30 de julho de 2013

1967- 2013...... 450 anos?

Caríssimos leitores e Congregados no ano em que celebramos 450 anos da Fundação da primeira Congregação Mariana, a chamada Prima- Primária no Colégio Romano gostaríamos de retomar um trecho da nossa regra de vida disponível na íntegra aqui:

"7. As Congregações Marianas tiveram início em 1563, quando o jesuíta Pe. Jean Leunis começou, entre os alunos do Colégio Romano, em Roma, um sodalício cujos membros se distinguiam por uma vida  cristã e mariana fervorosa e pela prática de diversas formas de apostolado. Enquanto as Congregações  Marianas se espalhavam rapidamente pelo mundo, sobretudo nos Colégios da Companhia de Jesus, a Congregação Mariana do Colégio Romano foi erigida canonicamente, em 1584, pela Bula  "Omnipotentis Dei" do Papa Gregório XIII, com o título de Prima Primaria. A ela passaram a ser  agregadas até 1967, as diversas Congregações de todas as partes do mundo, as quais podiam participar  dos mesmos benefícios espirituais que lhe haviam sido concedidos pela Sé Apostólica. Em 1748, com  a Bula Áurea "Gloriosae Dominae", o Papa Bento XIV enriqueceu as Congregações Marianas com  especiais privilégios. Mesmo após a supressão da Companhia de Jesus em todo o mundo, as  Congregações Marianas continuaram a existir, confirmadas em 1773 pelo Breve "Commendatissimum" do Papa Clemente XIV. Em 1948, no segundo centenário da Bula "Gloriosae  Dominae", o Papa Pio XII, pela Constituição Apostólica "Bis Saeculari", deu às Congregações  Marianas o que passou a ser sua Carta Magna.

8. Em 1967, no impulso renovador que aconteceu nas associações religiosas após o Concílio Vaticano II,  a Federação Mundial das Congregações Marianas, reunida em Roma, propôs uma modificação  substancial das Regras Comuns, aprovadas pela Santa Sé em 1587 e atualizadas em 1910,  substituindo-as pelos Princípios Gerais e as Normas Gerais, bem como a mudança do nome para  Comunidades de Vida Cristã (CVX). Aceitos provisoriamente e, depois de 31 de maio de 1971, de  modo definitivo, pela Santa Sé, esses documentos sofreram várias modificações sucessivas, sendo a  última aprovada por Decreto do Pontifício Conselho de Leigos, em 3 de dezembro de 1990. 

9. No Brasil, as Congregações Marianas existiram no período colonial, sobretudo nos Colégios da  Companhia de Jesus e praticamente desapareceram com a expulsão dos jesuítas, em 1759. Em 1870,  foi fundada novamente uma Congregação Mariana, agregada à Prima Primária, em Itu, São Paulo, e, a  partir de então, tiveram elas notável crescimento em todo o País, quer em Paróquias ou em outros ambientes. Em 1927, iniciou-se o movimento federativo com a primeira Federação Estadual, em São  Paulo. Em 1937, criou-se a Confederação Nacional com sede no Rio de Janeiro. Foi o Brasil, nesta  época, o líder, em todo o mundo, no número e crescimento de Congregações e Congregados. A  mudança, em nível mundial, acontecida em 1967, não deixou de afetar a vida das Congregações Marianas no Brasil. Em 1970, em reunião nacional realizada em Juiz de Fora, Minas Gerais, foram por elas aceitos os Princípios Gerais, mas decidiu-se manter-se o nome tradicional de Congregação Mariana, aproveitando a liberdade concedida pela Federação Mundial das Comunidades de Vida Cristã, na Assembléia Mundial de 1967. Em maio de 1988, o Conselho Mundial das Comunidades de  Vida Cristã, mantendo o reconhecimento das Congregações Marianas no Brasil, admitiu também a  representação, naquele Conselho, das primeiras Comunidades de Vida Cristã que, como tais, já  começavam a existir no País. Criou-se assim, uma dupla presença do Brasil naquele Conselho  Mundial, através de associações que funcionam completamente independentes uma da outra. Tal situação levou as Congregações Marianas do Brasil, na sua Assembléia Nacional realizada em  novembro de 1991, em Aparecida, São Paulo, a aprovar um novo Estatuto da Confederação Nacional,  no qual há uma referência explícita a uma Regra de Vida a ser elaborada, a qual, substituindo em  âmbito de Brasil, os Princípios Gerais e as Normas Gerais, fizesse das Congregações Marianas do  Brasil uma associação religiosa de leigos, autônoma, com a marca característica da devoção mariana,  como sempre foram e continuaram sendo no Brasil. Esta decisão teve aprovação do Assistente  Eclesiástico Nacional das Congregações Marianas, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom  Eugenio Sales.

10. Em sua longa história, as Congregações Marianas, como verdadeiras "escolas vivas de piedade e vida cristã operante" (BS, 16; ver também BS, 12), deram, até o presente, à Igreja, pelo menos 62 santos canonizados e 46 beatos, 22 fundadores de Institutos Religiosos, mártires, missionários e leigos de  vida cristã exemplar. De 1567 até agora, entre os 31 Papas que ocuparam a Cátedra de São Pedro, 23 eram Congregados Marianos, inclusive o Papa João Paulo II que, aos 14 anos, foi membro-fundador  de uma Congregação Mariana, em sua cidade natal."

Como podemos observar desde 1910 havia um "movimento" dentro das congregações tentando alterar a regra de vida e as características principais das Congregações Marianas. Em 1967 este movimento ganhou força e conseguiu a alteração e total descaracterização das Congregações Marianas, alterando sua definição, regra de vida e espiritualidade. Essas mudanças causaram uma redução drástica no número de congregados e congregações quase que condenando-as à extinção.
 Passaram a se chamar CVX (comunidades de vida cristã) e deixaram de lado toda a espiritualidade Mariana reduzindo-se a pequenos grupos em nada parecidos com as numerosas Congregações Marianas de outrora, observamos claramente em sua definição disponível aqui uma clara ruptura com a tradição das antigas congregações.Apenas para exemplificar transcrevemos um trecho que diz respeito ao compromisso do membro da CVX:
"...O compromisso de um membro com o grupo cresce com a experiência da partilha de vida sob a perspectiva da fé: o que é comunicado é a interação da oração com a vivência. Com a partilha nesse nível profundo, nós apoiamos uns aos outros, mas também nos arriscamos com os outros. Ao fazê-lo, alcançamos o sentido de ser comunidade. Em contrapartida, isto nos ajuda a reconhecer os movimentos interiores de aproximação ou afastamento de Deus (consolação e desolação)...."

Apesar do reconhecimento da Federação Mundial da CVX  das Congregações Marianas do Brasil e da manutenção do seu nome tradicional, passaram a existir os dois grupos no Brasil, desenvolvendo trabalhos totalmente independentes e totalmente desvinculados uns dos outros. Tal situação levou as Congregações Marianas do Brasil a criar um novo estatuto e uma nova regra de vida restaurando a espiritualidade mariana e as antigas tradições bem como a agregação a Prima-primária de Roma. Abaixo transcrevemos um trecho da Regra de vida das Congregações Marianas do Brasil:
"33. O perfil do Congregado Mariano como apóstolo, nos dias de hoje, acha-se nas palavras do Papa PioXII: "solidamente enraizados na fé, a fim de que não vacilem ... Católicos que, com o olhar fixo no ideal das virtudes cristãs da pureza, da santidade, conscientes dos sacrifícios que ela lhes impõe,tendam a este ideal com todas as forças, na vida quotidiana, sempre retos, resistindo às tentações e seduções de uma vida fácil e acomodada ... católicos desassombrados em confessar a própria fé com palavras e com atos, toda vez que o reclamem a Lei de Deus e o sentimento da honra cristã" (AL, 10),assumindo "como coisa própria, todas as obras apostólicas recomendadas pela Santa Igreja, tendo como guias os Pastores sagrados, não s6 individual mas coletivamente" (BS, 7)...."

Como podemos observar pela simples comparação entre a definição e as obrigações dos membros das duas entidades, são grupos com ideais totalmente diferentes e apostolados distintos. Neste ano comemoramos 450 das Congregações Marianas e hoje tem início no Líbano um Congresso Mundial da CVX em comemoração aos 450 destas comunidades a programação do evento está disponível aqui.Seu tema é: "Das nossas Raízes até as fronteiras"
Desde 1967 este novo "estilo" das CVX dilacerou as antigas Congregações Marianas condenando muitas ao esquecimento mesmo com a restauração de 1991 esses efeitos ainda são sentidos, por vezes encontramos antigos congregados perdidos pelas Paróquias onde suas Congregações sucumbiram. Muitos destes ao ver jovens trazendo orgulhosamente a Fita Azul se enchem de esperança e lembram dos bons tempos onde milhares de homens e mulheres traziam com orgulho sua fita azul e mostravam ao mundo seu orgulho de ser Consagrado à Virgem Maria.
Mas estes mesmos Congregados lembram com grande tristeza do tempo em que suas Congregações foram condenadas à morte e ao esquecimento.Diante destes e de muitos outros fatos perguntamos: como uma associação que condenou a morte tantas Congregações e destruiu seu imenso patrimônio espiritual pode comemorar 450 anos? será que estaríamos hoje comemorando este jubileu se as novas regras tivessem prevalecido no Brasil?
Não podemos nos calar diante destes fatos, sem a bravura dos verdadeiros Congregados Marianos, que honram sua Consagração Pública à Nossa Senhora não haveria nada para comemorar senão a morte completa das Congregações. Como autênticos continuadores desta imensa tradição nos orgulhamos de comemorar 450 anos de história, anos de glória, anos que deram à Igreja 62 santos, 46 beatos e 22 fundadores e mártires.
As Congregações Marianas do Brasil encontram-se regularmente vinculadas à Prima- Primária e participa de todos os seus privilégios concedidos pela Santa Igreja desde a sua fundação e preserva as suas regras e seu rico patrimônio Espiritual. Após esses tempos difíceis as Congregações começam a se reerguer em nossas Paróquias, queremos dizer aos heróicos congregados que resistiram a este período, seu esforço nao foi em vão, queremos continuar esta grande obra e seguindo seu exemplo honrar com a vida a consagração à Virgem Maria.
Muitas batalhas nos esperam, muitos desafios mas para isso nos Consagramos a Virgem Maria, para lutar pela Santa Igreja pelo triunfo do Imaculado Coração de Maria e pelo Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo e como outrora cantavam os Congregados no seu Hino Oficial invocamos a proteção da Santíssima Virgem em todos os momentos de nossas vidas e orgulhosamente comemoramos 450 anos.
O Averno ruge, enfurecido, Altar e Trono quer destruído./ Da vida entramos, na luta ardida, Por Deus pugnamos, por nossa vida. /Tu nos proteges, Ó Mãe Potente, Contra a inimiga e cruel serpente./ De mil soldados, não teme a espada, Quem pugna à Sombra da Imaculada! 

SALVE MARIA !!!!