Mostrando postagens com marcador congregação mariana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador congregação mariana. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de novembro de 2017

Transmissão da 44° Assembleia Nacional da Congregações Marianas do Brasil

Como acontece todos os anos a Congregação Mariana Nossa Senhora Auxiliadora realizará a Transmissão Ao vivo da 44° Assembleia Nacional das Congregações Marianas do Brasil diretamente de Aparecida-SP. A transmissão pode ser acompanhada pelo nosso canal do Youtube e pelos links abaixo:


                                                                  Missa de Abertura


Primeira Parte




Segunda Parte




domingo, 29 de outubro de 2017

Discurso de Encerramento do Congresso do Cristo Redentor

Cardeal Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra.
Domingo 11 de outubro de 1931
Igreja de São Francisco de Paula, Rio de Janeiro

Ao legado de Sua Santidade o papa Pio XI, o Cardeal Arcebispo do Rio, cabe-lhe a honra insigne de encerrar o Congresso de Cristo Redentor e não o fará em discurso mas sim em palavras simples.
O representante do Santo Padre deve antes de tudo agradecer as palavras de carinho e amor que neste congresso foram proferidas.
Nas horas de tribulações, nas horas em que cravejam de angústia e dor o papa, quando não faltam renegados que insuflam a plebe amotinada a queimar conventos e asilos, quando um país há no mundo em que chegam a arregimentar um verdadeiro exército para uma guerra de extermínio ao nome de Deus, deve a pessoa do papa chegar a consoladora notícia de que, nas outras bandas do mar, existe um povo que faz questão de ser fiel a Cristo Rei, fiel à Santa Igreja, fiel ao soberano pontífice.
Nós queremos que ele Reine sobre o Brasil. E Cristo reinará! É o que o legado vai dizer ao papa, que lhe deu uma missão de amor e de benção.
Nas horas tristes, dirá ao papa que contempla a nossa Guanabara, o nosso Corcovado. O papa dirá então: " que lindo trono para o Cristo Redentor". E o cardeal legado dirá: " existe outro trono mais antigo e mais resistente que o granito do Corcovado: é o trono da Eucaristia, o trono da adoração perpétua".
O legado do sumo pontífice quer saudar hoje, e pede a seus filhos espirituais uma braçada de flores, uma explosão de aplausos, para o Episcopado nacional, grato pelo muito que fizeram os bispos, grato pelo que fizeram em prol do monumento, pelo brilho nunca dantes visto em outras solenidades. Podem todos imaginar como o coração se enche de emoção.

O representante do papa beija comovido as mãos que espalham esmolas da terra e do céu. Tem viva na retina e no coração a visão magnífica da hora santa em Santa Ana em que , os bispos, pareciam um colar de ametistas, que um anjo custódio tivesse como símbolo de amor e reparação para todo o povo brasileiro.
Tinha a impressão de que a legião dos bispos, nas horas presentes de guerras, formava uma força maior que a de todas as fortalezas. Amanhã eles irão sagrar a Cristo Rei do Brasil.
Os corações de nossos bispos serão a jóia mais preciosa para o diadema de Cristo Rei. Colocaram ao lado do trono duas bandeiras: a do papa e a da pátria e, por cima, a imagem do Salvador abraça num olhar carinhoso a todos: papa, bispos, povo brasileiro.
Mas se os homens persistirem na contumácia das competições políticas regionais e pessoais, tudo isto erá estraçalhando a unidade da pátria.
Senhor, eu não quero ser poeta lúgubre da morte da mais bela das pátrias! Senhor prefiro mil vezes sepultar os poucos anos que me restam a ver a infelicidade na pátria deste Brasil que é nosso!
Ó pátria, ajoelhe-se junto a Cruz do Redentor, junto á cruz onde nasceste grande e cresceste imensa. Brasil! Ò Pátria, conserva-te de joelhos diante de Cristo Redentor porque assim poderás apresentar-se de pé diante das outras nações, adorando um só Cristo Redentor.
Senhor! Aos pés do Cristo Redentor, Juremos fidelidade ao Brasil, à integridade da pátria. Agora compreendeis a elevação patriótica destas manifestações da pátria a Cristo Redentor.
Cristo vive, reina e impera!
Falta ainda completar estas palavras. Na praça de São Pedro, em Roma, existe um obelisco com essa inscrição e ainda argumento "et plebem suam ab omni malo defendant". O legado pontifício pede a aprovação de todos com aplausos para colocar no pedestal do Cristo Redentor a inscrição das palavras: "Cristo vence, Cristo Reina, Cristo impera, e contra todos os males defenda seu brasil"
Nunca o Brasil será vencido. Cristo vence, Cristo reina e porque reina a cruz nunca será humilhada ou desterrada da nossa pátria.
Para apagar a fé do Brasil seria preciso subir aos céus e apagar todas as estrelas. Seria necessário um terremoto ou maremoto que atingisse a Cristo no Corcovado, montanha escarpada que transformamos no trono perpétuo do Redentor. Seria preciso calcinar o granito do corcovado, o corcovado do coração.
Cristo impera, e na terra na qual  Cristo reina é preciso que todos se amem, é preciso que estale o beijo de toda a família brasileira.
Cristo impera, e o seu império é o imperio da paz, do amor e da misericórdia e do perdão. Aqui na terra enluarada pela visão branca do Cristo não há vencedores nem vencidos. Somos todos irmãos, filhos da mesma pátria, membros da mesma família.
Ao gesto amoroso de Cristo que abre os braços acolhedores a todos os brasileiros, sem distinção, deve responder o gesto patriótico do amplexo fraternal de todos os filhos e habitantes desta terra bendita.
Cristo vence ! E porque esta terra é sua, ela nunca será vencida pelo estrangeiro invasor, nem retalhada pela guerra civil.Seremos doce império em que não há lugar para tiranias. Nem a tirania de capitalismos vorazes, nem a tirania da demagogia sangrenta, nem a tirania dos potentados, nem a tirania do povo.

CRISTO VENCE, CRISTO REINA, CRISTO IMPERA, E CONTRA TODOS OS MALES DEFENDA O SEU BRASIL !!!

A mortificação, escada para subir ao Céu

As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje: fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao Céu.
Embora seja contraditória, tem atraído muitas pessoas a ideia de um Cristianismo sem sofrimento, sem penitências nem mortificações. Não se fala mais da necessidade de renunciar a si mesmo e tomar a própria Cruz [1], embora tenha sido o próprio Cristo a sublinhar tal obrigação. Não se ostenta mais a figura de Jesus Crucificado nas paredes de construções e nem mesmo nas igrejas, como se a constante lembrança das dores de Cristo fosse penosa ou até perigosa para as pessoas.
É, de fato, um ditado bastante repetido: “Falar só de dor e sofrimento afasta as pessoas da Igreja”. Mas, onde está a caridade daqueles que calam tais temas apenas para manter o número de fiéis? É certo que o homem moderno não quer ouvir falar dessas coisas – antes, prefere que adociquem sua boca com o mel das novidades e dos prazeres. Mas a religião católica tem que ver com as vontades e preferências do mundo ou, antes, com a vontade e o reinado de Deus? A fé cristã tem que ver com o que o homem deseja ou com o que o homem verdadeiramente precisa?
Rebate-se: “Mas, o homem precisa sofrer?” Na verdade, a pergunta está mal colocada. Não é que o ser humano precise sofrer; é que ele precisa amar. E, novamente – afinal, sempre convém repetir –, neste mundo, não é possível que sejamos privados de sofrer simplesmente porque não podemos ser dispensados de amar. Não é que a religião cristã seja “masoquista” ou cultue a dor; é que foi esse o meio que Cristo escolheu para amar-nos e é também o meio pelo qual nós devemos amá-Lo. “Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti” [2], diz Santo Agostinho. Não basta que o sangue de Cristo tenha sido derramado por todos; é preciso que aproveitemos de Sua eficácia, associando a nossa liberdade à ação da graça divina.
Neste tema, adverte o padre Garrigou-Lagrange, é preciso evitar dois extremos perigosos: o primeiro, menos comum, é o rigorismo jansenista, que apregoa a prática de árduas mortificações sem considerar a razão para isso, como que numa tentativa de alcançar o Céu por forças puramente humanas. Com isso, perde-se de vista “o espírito da mortificação cristã, que não é soberba, senão amor de Deus” [3].
O segundo erro a ser evitado parece dominar o mundo de hoje: trata-se do naturalismo prático. Com os argumentos já apresentados acima, essa tendência reduz a fé cristã a um bom mocismo, ignorando – ou fingindo ignorar – as consequências do pecado original sobre o gênero humano.
Nessa brincadeira perigosa, nem as palavras de Jesus contam mais. O Cristo que adverte para arrancarmos de nós os olhos e as mãos, se são para nós ocasião de queda, porque “é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ir para o inferno” [4]; o Cristo que pede que ofereçamos a face esquerda a quem bater em nossa direita, que entreguemos o nosso manto a quem nos tirar a túnica, que andemos dois quilômetros, ao invés de um só [5]; o Cristo que alerta para não jejuarmos “de rosto triste como os hipócritas” [6], “só para serdes notados” [7], é solenemente ignorado pelos naturalistas, que preferem fundar para si uma nova religião: a de um deus leniente com o pecado, com a indolência e com a preguiça espiritual.
É preciso deixar muito claro que não é possível construir um “novo” caminho diferente do que indicou Jesus e do que trilharam os Santos. “Mirabilis Deus in sanctis suis”, diz a Vulgata: “Deus é maravilhoso nos Seus santos” [8]. E eles não passaram por outra via senão a da mortificação. Como se explica, por exemplo, que uma Santa Catarina de Sena tenha começado tão cedo a flagelar-se e a fazer jejuns rigorosos [9]? Que, defender a sua pureza São Francisco se tenha revolvido na neve, São Bento se tenha jogado num silvado e São Bernardo tenha mergulhado num tanque gelado?
A chave para todas essas penitências é o amor, que não pode ser vivido neste mundo sem que crucifiquemos a nossa carne. Santo Afonso de Ligório ensina que “ou a alma subjuga o corpo, ou o corpo escraviza a alma”. São Bernardo respondia aos que zombavam dos penitentes do seguinte modo: “Somos em verdade cruéis para com o nosso corpo, afligindo-o com penitências; porém mais cruéis sois vós contra o vosso, satisfazendo a seus apetites nesta vida, pois assim o condenais juntamente com a vossa alma a padecer infinitamente mais na eternidade”.
Por que não se fala mais dessas coisas em nossas igrejas? Porque, infelizmente, quase nenhum espaço foi preservado desse maldito naturalismo, que pretende “inventar a roda” moldando um Cristianismo sem Cruz.
Para viver, é necessário mortificar-se, morrer mesmo, como o grão de trigo de que fala o Evangelho [11]. As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje e, como diz Santa Rosa de Lima, “fora da Cruz não existe outra escada para subir ao Céu”.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

domingo, 22 de outubro de 2017

Ave Maria

Foi assim que o Anjo Gabriel saudou Maria. Em aramaico, deve ter dito: "shalom lach", ou seja, "a paz esteja contigo". São Lucas, ao usar a expressão grega "khaire", confere outro sabor à saudação e diz: "alegra-te".
São Lucas é o evangelista da alegria. Dizem que era pintor e que de suas obras teriam restado somente o quadro da Virgem Maria que os Poloneses veneram em Czestockowa. Verdade ou não, o certo é que Lucas, em seu Evangelho, retrata, maravilhosa e bela, a Virgem Maria: ela é a virgem do amor e da alegria.
Ela é virgem, mas ama José, um homem puro e bom, a quem está prometida em casamento. Quem nasceu para criar um mundo novo devia ter um coração novo e saber amar de maneira nova, para além dos limites da carne e do sangue.

Não é sem razão que o arcanjo, extasiado perante a beleza de Maria, lhe diz: "Alegra-te". Como não alegrar-se ao contemplar as maravilhas que o amor do Deus da Beleza espargiu pelo mundo e que ainda fazem arregalar os olhos humanos, apesar da miséria gerada pelo pecado que as contamina ?
Sim, alegra-te, Maria, porque foste preservada de toda contaminação. Tu és a maravilha mais bela, a criatura mais estupenda.
Alegra-te Maria, porque tudo foi feito para ti, uma vez que tudo foi feito para Teu Filho. Alegra-te ainda mais porque teu Filho virá ao Mundo a fim de recriá-lo em pureza e amor, Justiça e paz, santidade e alegria.
A alegria! Sinal dos tempos messiânicos. O messias, filho de Maria, fará exultar os corações de santa alegria.
São Lucas sabia desta alegria e soube transmiti-la. Os relatos que abrem o Evangelho e nos conduzem rapidamente à casa de Maria estão impregnados de alegria.
Com razão, portanto, o evangelista põe nos lábios do arcanjo um sorriso e o convite à alegria messiânica. O mundo novo vai começar. Aproximam-se os dias do cumprimento da esperança. O Filho de Deus está pra vir. E Maria é o caminho do Messias, a porta donde despontará o sol da Salvação.
Sim, alegra-te, Maria! Alegra-te duplamente: porque o mundo vai ser salvo e porque tu, salva por antecipação e de modo mais excelente, foste escolhida como mãe do Salvador, Mãe dos tempos messiânicos, Mãe do mundo novo.
Permite, pois, Maria, que eu também me alegre contigo e, com Gabriel, te diga: Alegra-te! Ave Maria !
Mãe da alegria! "Alegria das minhas alegrias!"

Dom Hilário Moser SDB

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA PADROEIRA DO BRASIL



Rezemos pela nossa Pátria, à Virgem Aparecida, pelo destino da Nação, pelos seus futuros Governantes e pelo aumento da fé, esperança e caridade de todos os católicos brasileiros

Ó Maria Imaculada, Senhora da Conceição Aparecida, aqui tendes, prostrado diante de vossa milagrosa imagem, o Brasil, que vem de novo consagrar-se à vossa maternal proteção. Escolhemo-vos por especial Padroeira e Advogada da nossa Pátria; queremos que ela seja inteiramente vossa: vossa é a sua natureza sem par; vossas são as suas riquezas; vossos, são os campos e as montanhas, os vales e os rios; vossa é a sociedade; vossos são os lares e seus habitantes, com seus corações e tudo o que eles têm e possuem; vosso é, enfim, todo o Brasil. Sim, ó Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!

Por vossa intercessão temos recebido todos os bens das mãos de Deus, e todos os bens esperamos receber, ainda e sempre, por vossa intercessão. Abençoai, pois, o Brasil que Vos ama; abençoai o Brasil que Vos agradece; abençoai, defendei, salvai o vosso Brasil!

Protegei a Santa Igreja; preservai a nossa Fé, defendei o Santo Padre; assisti os nossos Bispos; santificai o nosso Clero; socorrei as nossas famílias; amparai o nosso povo; esclarecei o nosso governo; guiai a nossa gente no caminho do Céu e da felicidade! Ó Senhora da Conceição Aparecida, lembrai-Vos de que nós somos e queremos ser vossos vassalos e súditos fiéis. Mas lembrai-vos também de que nós somos e queremos ser vossos filhos. Mostrai, pois, ante o Céu e a Terra, que sois a padroeira poderosa do Brasil e a Mãe querida de todo o povo brasileiro!

Sim, ó Rainha do Brasil, ó Mãe de todos os brasileiros, venha sempre mais a nós o vosso reino de amor e, por vossa mediação, venha a nossa Pátria o reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso. Amém.

Ó Senhora Aparecida, Mãe querida, tenho tanta confiança em Vós, que espero a vossa proteção e vosso amparo em todos os passos de minha vida e na hora da morte. Amém.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Congregações, Celeiros, Chuva e Vocações‏

Alexandre Martins, cm.

“Celeiro de Vocações” é um dos apelidos das Congregações Marianas por vários papas e que demonstra a utilidade destas associações em fomentar e proporcionar à Igreja suas vocações sacerdotais.
Exemplos não faltam: desde proporcionar o aumento das fileiras da Companhia de Jesus até ser o embrião de novos conventos, como o clássico exemplo de Madre Teresa de Calcutá que, com companheiras de sua Congregação Mariana na sua Albânia natal, foram o primeiro grupo das Missionárias da Caridade.

A atualidade da formação para o vocacionado

 

Nos tempos atuais, as Congregações Marianas tornaram-se um importante instrumento de orientação vocacional. Por mais que o apostolado leigo tenha se desenvolvido e tomado formas, o estilo de formação espiritual do Congregado ainda é muito útil às novas gerações de vocacionados. “A atualidade dessa espiritualidade é importante para o mundo atual, e sua regra de vida conduz a pessoa na Escola da Santidade.” afirma1 D. Orani Tempesta, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ).
As atividades espirituais comuns das Congregações Marianas produzem na alma vocacionada o gosto crescente das coisas do alto. É a partir dessas “janelas para o Céu” que o vocacionado sente crescer seu amor pelo serviço do altar ou pelo convento em uma vida recolhida. Os que não são chamados à vida religiosa apenas sentem manter em seus corações a chama da piedade e o apelo à conversão, mas não o crescimento do amor de Deus até à paixão como a alma vocacionada. É uma boa oportunidade de discernir entre um apenas “bom Congregado” e uma futura vocação religiosa. Quantos enganos não seriam evitados se algumas Congregações Marianas tivessem mais atividades espirituais frequentes e profundas!

A Direção Espiritual do Congregado como fundamento do discernimento vocacional

 

A Direção Espiritual é uma prática comum a toda a Igreja. É algo dos primórdios do Cristianismo e uma pratica naturalmente oriental. Busca sempre conselho junto ao sábio” (Tob 4,19). No Oriente, é tradicional e comum a relação “mestre e discípulo” era fundamental em qualquer filosofia2 e absolutamente necessária em qualquer religião. Nas Congregações Marianas desde as primeiras regras3 insiste-se que o Congregado tenha um diretor espiritual. Os benefícios são imenso e, se para os jovens são utilíssimos, para os adultos também são necessários. Em toda a vida do Congregado a presença de um Diretor Espiritual4 deve permanecer.
Não se entende o discernimento vocacional em uma alma sem diretor espiritual. Embora nem todos os sacerdotes – confessores em sua essência – tenham vocação para uma correta e frutuosa direção espiritual, a uma alma vocacionada o diretor espiritual é imprescindível.“E que grande coisa é, filhas, um maestro sábio, temeroso, que prevê os perigos. É todo o bem que uma alma espiritual pode desejar, porque é grande segurança. Não poderia encarecer com palavras o que isto importa”.5 Podemos ate dizer, sem medo de errar, que um vocacionado sem um diretor espiritual não é um vocacionado de verdade. Afirma s. João Paulo II: “para poder descobrir a vontade concreta do Senhor sobre a nossa vida, são sempre indispensáveis (…) a referência a uma sábia e amorosa direção espiritual”.6
De fato, quantos procuram a vida religiosa como um escape do mundo, com uma forma de fugir dos naturais compromissos seculares como o trabalho assalariado, o progresso no estudo e uma família e filhos? Quantos querem “fazer carreira” na Igreja, como se ela fosse um empresa multinacional ou uma ONG? E isso é tão frequente em nossos dias que mereceu um pronunciamento especial do papa Francisco: ““E quando a Igreja quer se vangloriar da sua quantidade e cria organizações, escritórios e se torna um pouco burocrática, a Igreja perde a sua principal substância, e corre o perigo de se transformar numa organização não-governamental, numa ong. E a Igreja não é uma ong. É uma história de amor ... Os escritórios são necessários, mas até um certo ponto: o importante é como ajudo esta história de amor. Mas quando a organização fica em primeiro lugar, o amor desaparece e a Igreja, coitada, se torna uma ong. E este não é o caminho”.7
Acreditamos que, para o coração honesto e amoroso de Deus, a Direção Espiritual serviria para um correto discernimento vocacional.

Regras seguidas antes e depois do chamado vocacional

 

A disciplina e hierarquia tradicionais nas Congregações Marianas servem para educar a alma vocacionada a compreender sua vida religiosa futura.”nos congregados de Maria, esta como que ingênita "reverência e humilde submissão aos pastores sagrados" brota necessariamente das suas próprias regras”, afirma o papa Pio XII.8
Cada ordem ou comunidade religiosa possui sua própria regra. Todos os que ingressam em alguma delas tem conhecimento das regras ou estatutos e prometem segui-los amorosa e filialmente. A um Congregado mariano, que por bom tempo leu, aprendeu e seguiu a Regra das Congregações Marianas torna-se mais fácil seguir a regra da ordem religiosa à qual ingressa.
A hierarquia das Congregações Marianas não é seguida sob pena de pecado, mas pela consciência de que uma casa deve estar arrumada e que a organização leva à eficiência e ao sucesso. Obedecer à hierarquia é, para um bom Congregado, algo natural e espontâneo. Os votos de obediência, tanto na vida religiosa quanto sacerdotal, são naturais para o Congregado habituado à vida na hierarquia da Congregação Mariana.

Sem preocupação com o futuro das vocações

 

A priori, não é necessário que uma Congregação Mariana se preocupe com “jornadas vocacionais” ou atividades do gênero, tão em moda em algumas dioceses para o recrutamento de vocações sacerdotais se religiosas. Como dito acima, uma vida de Congregação Mariana levada a sério naturalmente conduz ao discernimento vocacional. Lembremos que, quando as Congregações Marianas eram chamada de “celeiros de vocações” não haviam os encontros vocacionais diocesanos e nem as comemorações do Mês das Vocações Sacerdotais e Religiosas.
Será que a Igreja criou essas atividades porque as Congregações Marianas deixaram de ser fornecedoras de vocações? É algo a se pensar.
Os sacerdotes que se preocupam com o declínio das vocações sacerdotais deveriam por sua vez fomentar a vida espiritual das Congregações Marianas e ver nelas um terreno fértil de vocacionados.
As Congregações Marianas sempre foram e sempre serão celeiros de vocações. Basta ser a regra cumprida e a piedade dos Congregados aumenta. As vocações irão surgir como capim no solo depois da chuva.
Santa Maria, rainha dos vocacionados, rogai por nós!



________________________________________________
1- Mensagem pelo Dia Nacional do Congregado Mariano 2013, disponível em http://www.cnbb.org.br/articulistas/dom-orani-joao-tempesta/9336-avante-congregados-marianos, visitado em 17/1/15

2- Uma relação mestre-discípulo que incluia não somente a transmissão de idéias, pensamentos e conceitos por meio da palavra, mais também que além do mais a presença exemplar do mestre, exercia uma grande influência sobre o discípulo. Considerados como mestres de vida, não só transmitiam conceitos teóricos, senão que sua instrução abarcava todos os aspectos da vida e do comportamento moral. E o discípulo? Ele era o aprendiz. Dele se esperava a vontade de aprender, assimilar e modelar-se conforme uma doutrina e estilo de vida. Esperava-se uma atitude de abertura de consciência, de confiança e de disponibilidade com relação ao seu maestro.O modelo do mestre é Jesus: “Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima”. ( Jo 1,38-40) – Guadalupe Magana, disponível em es.catholic.net, visita em 17/1/15

3- Regras Comuns, 36; Bis Saecularii,4; Regra de Vida 12,a,4.

4- São Inácio de Loyola, influenciou decisivamente sobre a direção espiritual dado que ela representava a coluna vertebral durante os Exercícios Espirituais. É necessário para Exercício Espirituais: - discernir as disposições pessoais do exercitante; suas emoções internas; ajudá-lo em suas dificuldades; dispôr conforme a elas a matéria dos puntos para meditar; e ajudar a abrir sua alma a voz de Deus, máxima ao realizar a eleição o reforma de vida, respeitando sempre a liberdade do exercitante. Neste contato pessoal, tanto o exercitador como o exercitante devem mostrar-se dóceis às moções do Espírito Santo: afinal o exercitador se lhe concede um carisma especial pelo que desempenha eficazmente seu ofício para ajudar o exercitante; e a este se comunicam as luzes e graças adequadas à situação de sua lama através do exercitador: para fazê-lo caminhar pela via da fé, da humildade, da simplicidade do espírito. Finalmente, por tanto, coloquio na fé. – Guadalupe Magana, disponível em es.catholic.net, visita em 17/1/15

5- S. Teresa de Jesús, Obras Completas. Ed Aguilar, Madrid, Camino de Perfección. N. XXXVII, p. 369.

6- in, Christifideles Laici, n 58, p. 175.

7- papa Francisco em homilia na Missa com funcionários do Instituto de Obras da Religião, Casa Santa Marta, Vaticano, 24/4/2013 24


8- Bis Saecularii, 11.

domingo, 23 de julho de 2017

Flores na água‏



As plantas são seres dotados de uma vida própria. Não possuem alma como a nossa, mas um “elemento vital” que tem suas características.
Analisemos, resumidamente, uma folha. Mesmo que venha uma lagarta ou outro animal para destruí-la, se estiver unida ao ramo e este ao tronco - em uma palavra, se nela houver seiva - a mesma folha se reestruturará. Quando colhemos flores ou folhagens e as colocamos na água, elas mantêm o seu frescor e mesmo o seu vigor por certo tempo. Veja: certo tempo, maior ou menor, mas não para sempre.
Somos muitas vezes estas folhas, estas flores. O próprio Mestre nos compara a plantas muitas vezes nos Evangelhos[1]. E realmente o somos se atentarmos para os fatos acima.
As lagartas e pragas são as tentações e perseguições que nos acometem. Sim, muitas, para não dizer todas, são dadas por Deus[2], pois Ele é quem tudo permite e que prova o justo com provações como o ouro se purifica no fogo. Mas nada mudará para a folha unida ao ramo, que se reestrutura devido à seiva constante que provém do tronco para as extremidades. Assim nós, unidos à Igreja, não nos acovardamos ou perecemos por causa da Divina Seiva da Graça de Deus transmitida pelos Santos Sacramentos.
Às vezes, queremos perpetuar o frescor e vitalidade de uma planta dando um ambiente não-natural para ela, como é o caso de colocarmos flores em jarros d’água. Evidentemente não teremos grande sucesso. Assim a alma, colocada em ambientes que não podem dar o contato permanente com a Graça, logo definhar-se-á.
Como, nós, membros da Congregação Mariana, podemos ser somente marianos de um mês? Somente neste mês meditaremos sobre as glórias da Virgem? Somente neste mês rezaremos mais amiúde o terço? Somente neste mês faremos sacrifícios especiais para a Mãe de Deus? Somente nestes dias procuraremos divulgar mais sua devoção? Deixemos isso para os demais católicos. Nós não fazemos isso.
Não somos mesquinhos em nossa devoção à Mãe de Deus. A ela nos consagramos perpetuamente e propomos “fazer o quanto puder para que sejais dos mais fielmente servida e amada”. [3]
O congregado mariano planta a rosa de sua devoção em terreno fértil, o seu coração puro é regado constantemente com a água-viva que provém de uma fonte perene, a Congregação. As nossas práticas são de todo o dia, toda a hora, pois nossa Mãe não é de um dia, nem de alguns momentos. Ela é Mãe sempre, como sempre atenta a nossas dificuldades.
Esta é uma das vantagens da Congregação Mariana frente a outros grupos ou movimentos da Igreja. A começar de nosso caráter de associação pública de fiéis [4], ela é perenemente ereta como uma organização que não “fecha suas portas”. A formação constante a que os congregados, mesmo os associados, recebem os orienta em todos os matizes de suas vidas. É realmente um farol em mar revolto... A Consagração à Virgem é feita de modo perpétuo. E como tão boa Mãe deixaria seus filhos prediletos abandonados? Nenhuma mãe desta terra, mesmo muito pecadora, faria isso com seu filho. Nossa Mãe é a Puríssima Virgem. Como podemos imaginar sequer que isso possa acontecer conosco? Triste ver alguns que abandonam a Congregação por não estarem mais “atraídos” por ela. É claro que há as empatias, mas alguns perdem a Fé e, por isso mesmo, podem ser chamados de infelizes. Podem ser comparados ao filho-pródigo dos Evangelhos que trocou a mesa do pai pelos porcos, por Esaú que trocou a Primogenitura por um prato de lentilhas...[5]
Como servos (vassalos) desta augusta Rainha, temos suas insígnias, suas cores, somos marcados com seu sinal, somos sua propriedade[6]. Nenhum soberano deixa seus súditos à mercê dos inimigos. De igual modo, esta Senhora não deixa seus servos desamparados. “Jamais se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção (...) fosse por vós desamparado”[7], diz a secular oração à Virgem.
Portanto, não somos “marianos de mês”, mas de uma vida inteira. Inclusive no Céu, onde poderemos cantar perfeitamente os louvores da Mãe de Deus.



Alexandre Martins, cm.
(Publicado originalmente no Boletim “Salve, Rainha” da Congregação Mariana da UFRJ em maio de 1997)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Oração a São Luiz Gonzaga


Ó Luís Santo, adornado de angélicos costumes, eu, vosso indigníssimo devoto, vos recomendo singularmente a castidade da minha alma e do meu corpo. Rogo-vos por vossa angélica pureza, que intercedais por mim ante ao Cordeiro Imaculado, Cristo Jesus e sua santíssima Mãe, a Virgens das virgens, e me preserveis de todo o pecado. Não permitais que eu seja manchado com a mínima nódoa de impureza; mas quando me virdes em tentação ou perigo de pecar, afastai do meu coração todos os pensamentos e afetos impuros e, despertando em mim a lembrança da eternidade e de Jesus crucificado, imprime profundamente no meu coração o sentimento do santo temor de Deus e inflamai-me no amor divino, para que, imitando-vos cá na terra, mereça gozar a Deus convosco lá no céu. Amem"

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Consagração À Nossa Senhora Auxiliadora


Meu Senhor, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, vos reconheço como meu Senhor, vos adoro e vos proclamo principio e fim de toda criação. Suplico-vos com humildade que renoveis em mim aquele misterioso testamento que fizestes sobre a Cruz, quando deixastes Maria como Mãe do apóstolo João. Fazei-me hoje a mim também filho de Vossa Mãe e dai-me a vossa Mãe como minha mãe. Dai-me a graça de pertencer a ela e de tê-la como Mãe durante toda a minha vida. Santíssima Virgem Maria, Advogada e Auxiliadora dos Cristãos, eu me confio por inteiro à vossa bondade maternal. Animado por esse desejo quero imitar vossas virtudes; elejo-vos hoje como minha Mãe e vos suplico Ter-me entre vossos filhos. Ofereço-vos o dom de mim mesmo, quanto sou e tenho. Acolhei minha vontade e fortalecei em mim a confiança com a qual hoje me ofereço. Que vossa proteção me assista todos os dias de minha vida e na hora de minha morte, para que ao abandonar este vale de lagrimas possa reunir-me convosco e gozar no Reino de Vosso Filho. Amém

Autor: São João Bosco

domingo, 21 de maio de 2017

A República Mariana

Alexandre Martins, cm.

A Sociedade humana se organiza em grupos. De acordo com a história da humanidade, esses grupos se organizam de formas características.
As irmandades católicas, e também as confrarias, se organizam de uma forma familiar, como o próprio nome diz. Ou seja, são irmãos que se consideram parte de uma mesma família. Daí o nome “irmandade” (reunião de irmãos) e “confraria” (do latim, “frater”, irmão, também é reunião de irmãos) serem nomeados esses agrupamentos.

O usado na Idade Média

Como as irmandades e confrarias foram concebidas na Idade Média, como a primeira confraria mariana que se tem notícia, a fundada pelo início do século XI, em Ravena, Itália, pelo Beato Pedro de Honestis (1049-1119), a sua organização era concebida como as guildas medievais.
Uma irmandade tem um chefe denominado Provedor que, como significa o nome, é o que provê as necessidades do grupo, como um pai na sua família, imitando outra instituição quase medieval: os mosteiros e seus abades.
Nas irmandades e confrarias a mesa diretora é composta em geral pelos mais antigos que se revezam de acordo com o tamanho e necessidade da confraria. Símbolos são usados amplamente para distinguir o grau e a importância do Provedor e os membros da mesa de direção, mesmo para os que não são membros da irmandade.

A Idade Moderna

Como advento das Congregações Marianas surge uma organização diferente.
As Congregações Marianas embora taxadas de “medievais” até por alguns jesuítas modernos, curiosamente surgiu na própria Idade Moderna, século XVI. A Idade Média havia terminado há várias décadas atrás. Mesmo o famoso Concílio de Trento, renovador de per si na história da Igreja, havia sido realizado poucos anos antes da fundação da primeira Congregação Mariana.
Como uma instituição moderna, portanto, as Congregações Marianas adotaram uma organização também moderna.
O governo das Congregações Marianas é entregue aos leigos, com a supervisão de um sacerdote. As irmandades e confrarias também o eram, mas com as Congregações Marianas a forma era algo de “republicano” em comparação com as irmandades que eram, por sua vez, mais “monarquistas” e “feudais”.

Leigos como diretores

Um exemplo claro do citado acima é o título que o dirigente leigo possui nas Congregações Marianas: o de Prefeito, ou Presidente, títulos empregados na Europa e Brasil, respectivamente. Esse título exemplifica bem o caráter comunitário da gestão administrativa das Congregações Marianas. O diretor é alguém eleito por seus pares e pode ser tanto um antigo Congregado quanto um mais novo. Além disso, os demais diretores também são escolhidos do mesmo jeito. Se compreende então que é a comunidade de Congregados que são representados em um pequeno grupo que organizará a vida da Congregação Mariana por um determinado período e que por sua vez será substituída por outros em nova eleição interna.
O sacerdote possui neste cenário uma posição e atuação bem particular. Embora as Regras Comuns de 1910 tenham dado poderes maiores aos sacerdotes, que possuíam o título de Diretor Espiritual, na realidade essa autoridade era exercida mais num sentido de amorosa orientação do que rígida disciplina.
Mesmo o famoso pe. Coster, jesuíta que tanto utilizou das Congregações Marianas para o trabalho de evangelização e apostolado nas cidades europeias do século XVII, dava apenas as orientações gerais par suas associações e para seus Congregados, deixando-os livres para a ação.
Infelizmente, no início do século XX, no Brasil, as Congregações Marianas eram tratadas de forma mais rígida pelos sacerdotes, colocando os dirigentes numa situação de praticamente dependência deles, sem muita iniciativa particular. Com a mudança das Regras em 1967, e o consequente retorno à posição mais colaborativa do sacerdote, os dirigentes ficariam como que desamparados na orientação de seus trabalhos administrativos e a consequência foi uma grande queda no ímpeto apostólico das Congregações Marianas no Brasil.
Mas as novas Regras que dirigem as Congregações Marianas no Brasil, se por um lado não modificaram a posição colaborativa do sacerdote na organização da associação, por outro lado não impedem que se possa retornar à tradição das clássicas Congregações Marianas.

A Regra brasileira de 1994

A Regra de Vida de 1994 nada se refere a não poder ser aceito na Diretoria alguém ainda no Aspirantado, quando não há número de Congregados marianos para isso, como se verifica nas Congregações Marianas que são recentemente fundadas. O antigo costume de haver a Consagração Perpétua aos primeiros fundadores de uma Congregação Mariana caiu em desuso na década de 1970 no Brasil.
A primeira diretoria é escolhida praticamente em um consenso pois em geral o número inicial é pequeno. A Regra de 1994 até mesmo a chama de “diretoria provisória” Daí a possibilidade de haver aspirantes entre os diretores.
A diretoria clássica era composta por um número considerável de pessoas. Sua divisão era de “oficiais maiores” e “oficiais menores”. O temo “oficial” dá-se porque a pessoa possui um “ofício” um função, e não, como se pode pensar de primeiro, alguma honraria ou prêmio.
Na tradição das Congregações Marianas, os oficiais maiores são o Presidente, o Vice-presidente, o Secretário e o Tesoureiro. O assistente eclesiástico é uma função que, embora compunha o elenco dos oficiais maiores, não é algo especial, pois não é eleito, mas nomeado. Em paróquias, é uma função naturalmente exercida pelo pároco.
Os oficiais menores são os demais cargos que venham a existir, como o de Porta-bandeira.
A escolha da Diretoria, em especial os oficiais maiores se dá por eleição simples entre os Congregados marianos. É um costume abster o Aspirantado de votar.
A duração do mandato se dá por um ou dois anos, E sempre foi feita uma cerimônia especial de posse de diretoria, com um pequeno juramento proferido pelos diretores perante o altar e o padre assistente, aonde se sublinha o caráter serviçal da função de diretor.

O protagonismo moderno das Congregações Marianas

As Congregações Marianas, fundadas na Idade Moderna, sempre estiveram à frene do seu tempo. Seu protagonismo se deu também através de uma gestão participativa de escolha livre entre os membros. Algo comparável a uma pequena república, ou mesmo uma pequena cidade onde seus habitantes escolhem seu prefeito.
Os diretores são os eleitos para organizar e guiar essa pequena república, uma república que não segue as leis humanas mas as leis do Evangelho. Uma república que tem como pátria a pátria celeste. Uma república que usa as cores da Mãe de Deus. Uma república da Virgem Maria.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Mãe da Igreja e Auxiliadora dos Cristãos


São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana, espalhou a devoção a Nossa Senhora invocada em todo mundo com este título: AUXILIADORA, que lembra a perene proteção de Maria Santíssima, sobre a Igreja e sobre o Papa. Os fiéis intuíram a intervenção sobrenatural de Nossa Senhora, invocada como AUXILIADORA e na Obra de Oratório, com muito acerto chamaram-na "A VIRGEM DE DOM BOSCO."

Já em 1824, Joãozinho Bosco, criança de 9 anos, como ele mesmo conta, teve o primeiro sonho profético, em que lhe foi manifestado o campo do seu futuro apostolado e ouviu a voz misteriosa do Senhor dizer-lhe: "DAR-TE-EI A MESTRA." E logo, apareceu a Senhora de aspecto majestoso que o animou a trabalhar, para corrigir o comportamento dos meninos malcriados.

Nossa Senhora apareceu freqüentemente nos sonhos de Dom Bosco e foi a estrela do seu apostolado. Ele a chamava Mãe e sustentadora, socorrendo a Congregação Salesiana, especialmente toda vez que precisava-se auxílio extraordinário para atender as necessidades dos meninos pobres e abandonados, não só materiais, mas sobre tudo quando suas almas corriam perigo.

E, durante toda a sua vida Dom Bosco foi incansável em fazê-la conhecer, amar e honrar. Discursos, conferências, livros, festas: seriam necessários muitos volumes e muito tempo para recordar todas as iniciativas de seu fervor mariano.

Com a construção da Basílica de Maria Auxiliadora de Turim, em 1868, o Santo quis erguer um monumento eterno do seu amor e dos seus filhos espirituais, à celeste Mãe. Teve sempre ternura de filho no seu amor e no seu reconhecimento para com Ela, que o guiou e socorreu com a sua visível e por vezes miraculosa proteção.

"Maria Santíssima é minha Mãe – dizia Dom Bosco. Ela é minha tesoureira. Ela foi sempre a minha guia." Em suas conferências Dom Bosco sempre procurava responder a estas três perguntas:

Por que a honramos? Por que a invocamos? Por que é Auxiliadora?

Porque Ela é Mãe de Deus, Mãe de Jesus Cristo e nossa mãe.

A Igreja nos ensina também que Maria é a Medianeira de todas as graças. Porque Maria Santíssima, modelo perfeito de todas as virtudes, nos ensina com seu exemplo como devemos imitar a seu Divino Filho. Precisamente, na imitação das virtudes de Maria se manifesta verdadeira nossa devoção. E estas virtudes de Nossa Senhora, nós vamos encontrar nas páginas de Evangelhos: A obediência, a humildade, a pureza de coração. Por motivos históricos e litúrgicos, quando falamos de Maria Santíssima como Auxílio dos Cristãos, logo Ela nos aparece como a Defensora da Igreja, da Civilização cristã, do Papa, dos nossos Bispos e de todo cristão. "Auxílio dos Cristãos."
Este título: AUXILIADORA DOS CRISTÃOS foi introduzido na Ladainha de Nossa Senhora pelo Papa São Pio V, após a vitória dos cristãos obtida em Lepanto, vitória essa, conseguida graças ao auxílio de Deus e de Nossa Senhora. Em 1571, Dom João, príncipe austríaco, comandou os cristãos nessa batalha de Lepanto. São Pio V enviou para o Imperador uma bandeira, na qual estava bordada a imagem de Jesus crucificado. A preparação dos soldados consistiu em um tríduo de jejuns, orações e procissões, suplicando a Deus a graça da vitória, pois o inimigo não era apenas uma ameaça para a Igreja mas também para a civilização. Tendo recebido a Santa Eucaristia, partiram para a batalha. No dia 7 de outubro de 1571, invocando o nome de Maria, Auxílio dos Cristãos, travaram dura batalha nas águas de Lepanto. Três horas de combate foram necessárias... A vitória coube aos cristãos, que ao grito de "Viva Maria", hastearam a bandeira de Cristo.

Mais tarde, por causa da libertação de Viena situada pelos turcos, no ano de 1863, o rei da Polônia João III Sobieski, que chegou com as tropas polonesas em auxílio para a cidade sitiada, confessou humildemente ao Papa: "VENI, VIDI DEUS DEDIT VICTORIAM", (Cheguei, vi, Deus deu vitória). Recordando a todos e atribuindo a Virgem Maria tamanha graça. No início do século XIX, o Papa Pio VII, estabeleceu a Festa de Maria Auxiliadora no dia 24 de maio, como gratidão por ter sido libertado da injusta opressão em que se achava, ou seja, prisioneiro de Napoleão na França.

Esta festa se comemora hoje em muitas igrejas particulares e Institutos religiosos, principalmente na Sociedade de São Francisco de Sales, fundada por São João Bosco.

Dom Bosco difundia a devoção a Maria Auxiliadora, em uma perspectiva eclesial e missionária. Realmente, a Igreja sempre experimentou auxílio eficacíssimo da Mãe de Deus nas perseguições excitadas pelos inimigos da fé cristã.

No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, Dom Bosco iniciou a construção, em Turim, de uma grande Basílica, que foi dedicada a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos. Até então não se percebe em Dom Bosco uma atenção especial por esse título. "Nossa Senhora deseja que a veneremos com o título de AUXILIADORA: vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã", disse Dom Bosco ao clérigo Cagliero.

A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com Mamãe Margarida, sua mãe, a ter grande confiança em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título AUXILIADORA DOS CRISTÃOS. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi "Ela (Maria) quem tudo fez", quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora foi crescendo cada vez mais e mais. O Papa Pio IX fundou no Santuário de Turim (Itália) dia 5 de abril de 1870, uma Arquiconfraria, enriquecendo-a de muitas indulgências e de favores espirituais.

No dia 17 de maio de 1903, por decreto do Papa Leão XIII, foi solenemente coroada a imagem de Maria Auxiliadora, que se venera no Santuário de Turim.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".

Dos escritos de São João Bosco, retiramos algumas passagens para ilustrar o seu amor por Maria Santíssima:

"Recomendai constantemente a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado".

"A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

"Sê devoto de Maria Santíssima e serás certamente feliz".

"Devoção e recurso freqüente a Maria Santíssima. Jamais se ouviu dizer no mundo que alguém tenha recorrido com confiança a essa mãe celeste sem que não tenha sido prontamente atendido".

"Diante de Deus declaro: basta que um jovem entre numa casa salesiana para que a Virgem Santíssima o tome imediatamente debaixo de sua especial proteção".

Dom Bosco confiou à Família Salesiana a propagação dessa devoção, que é, ao mesmo tempo, devoção à Mãe de Deus, à Igreja e ao Papa.

Concluímos com essas palavras do Papa João Paulo II: "A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, Ela nos orienta para Jesus: ‘Fazei o que Ele vos disser’ (Jo 2, 5). E, como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dEle as graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria. Ela é sempre a ‘Mãe de Deus e nossa’".

Fonte: http://www.auxiliadora.org.br/maria

segunda-feira, 27 de março de 2017

Para que servem as Congregações Marianas‏

Alexandre Martins, cm.

A Igreja é o Corpo Místico de Cristo e pertencer a ela é a única coisa necessária para a Salvação.1 Estar em um grupo da Igreja é algo a mais e não absolutamente necessário. E cada associação da Igreja tem sua utilidade e função específica.
Os Mandamentos da Igreja, os quais nos são ensinados no Catecismo, alertam para o dever de assistir Missa inteira nos Domingos e Festas obrigatórios. É necessário à Salvação a participação na memória do Santo Sacrifício de Nosso Senhor ao menos nos Domingos, dia santo por excelência, como também nas quatro festas de presença obrigatória. Viver isso era considerado como ser um “bom católico”. Mas, após o Concílio Vaticano II e embasados pelas Conferências de Puebla e Medellín, os católicos, em especial os latino-americanos, foram chamados a possuir uma atitude missionária que acabou por gerar um ativismo que se tornou prejudicial para muitas pessoas, tanto fiéis leigos quanto o Clero. De hora para outra, participar da Santa Missa dominicalmente deixou de ser o somente necessário para se tornar algo caracteriza apenas o “católico acomodado”. De uma hora para outra, vários grupos, movimentos e pastorais surgiram como mato em um terreno baldio, ansiosas por mostrar uma “atividade missionária moderna”.
As Congregações Marianas, que já existiam há 4 séculos, sentiram a grande debandada de seus membros para os novos grupos que surgiram. Os sacerdotes, ansiosos por novidades, deram mais atenção aos novos movimentos e até mesmo criaram outros eles mesmos. Muitos leigos queriam algo diferente, uma reunião com cadeiras em círculo e sem paletós, e os padres conversando amenidades e não palestras preparadas com estudo.

Os novos grupos para velhas perguntas já respondidas


O problema, ou questão, que não foi respondida à época poderia haver mantido muitas Congregações Marianas funcionando ou até mesmo desencorajado a fundação de novos grupos que depois tiveram pouca duração: qual a finalidade das Congregações Marianas.
Um grupo mariano sempre tem uma função - ou carisma, como é o modo de falar de hoje. As confrarias do Rosário tinham a função de propagar a devoção e recitação do Santo Rosário. Os Círculos Bíblicos eram formados para fazer a leitura e estudo da Sagrada Escritura em conjunto por leigos, como um grupo de estudo escolar, sem sacerdotes. E as Congregações Marianas?

Para que servem as Congregações?


As Congregações Marianas não são somente um local de devoções marianas; não são um lugar de estudo sobre a Virgem Maria; não são uma espécie de escola de teologia ou estudos bíblicos; não são uma associação de ataque às heresias; não são um grupo aonde se abriga das baixezas do Mundo.
As Congregações Marianas servem para mudar a sociedade.
E que mudança seria essa senão a mudança da Sociedade humana à luz do Evangelho? E a mudança de uma mentalidade corrompida pelo pecado em uma mentalidade iluminada pela Graça santificante.
Por isso a preocupação das Congregações Marianas em que seus membros tenham vida de oração e frequência aos sacramentos, São os meios de manter e aumentar a Graça em nossos corações. Não se trata, portanto, de um ativismo para fazer mais orações ou atividades religiosas que outros grupos, mas sim proporcionar, aos Congregados e aos demais cristãos à nossa volta oportunidades de contexto com Deus.
Essa é a finalidade das Congregações Marianas: transformar a localidade aonde estejam. Como o sal da terra, como a lâmpada no alto, fazem a benéfica influência em tudo e em todos ao seu redor.

O porquê da formação do Congregado


A formação catequética dada aos Congregados não tem como função criar “super homens” da Fé ou grandes teólogos mas dar as razões da Fé para que ela seja robusta e firme no coração de cada um. Por isso a tradicional organização das Congregações Marianas para cada classe da Sociedade, como os estudantes, os comerciantes e outras. Com essa Fé firme, fortalecida pelo conhecimento da Doutrina Cristã, é natural que o Congregado seja um apóstolo no meio dos seus amigos e familiares, corrigindo, orientando e alentando a todos ao seu redor.
Por isso a seleção dos membros das Congregações Marianas, pois elas são o lugar para os que desejar agir e trabalhar para a expansão do Reino de Cristo na Terra. E nem todos querem ser cristãos assim. Muitos apenas desejam um grupo aonde se sintam acolhidos e queridos, outros um local tranquilo aonde possam fazer suas orações por intenções pessoais, outros querem uma espécie de escola da Fé aonde tenham suas dúvidas e curiosidades religiosas sanadas. Pessoas assim serão apenas amigos ou uma espécie de “associados paralelos” de uma Congregação Mariana mas não verdadeiros Congregados marianos.
Que sejam admitidos nas Congregações Marianas somente os que desejam transformar o Mundo e não os que querem apenas participar de um grupo mariano. Somente assim as Congregações Marianas poderão ser aquilo para o qual foram criadas.
Santa Maria, ensinai-nos a ser sal da terra!

domingo, 27 de novembro de 2016

O Manual na Mão


Alexandre Martins, cm.


O Manual do Congregado é uma ferramenta muito útil para a devoção particular dos membros das Congregações Marianas e para o início da compreensão das características de um verdadeiro Congregado Mariano.
O primeiro Manual para uso dos Congregados foi feito na cidade de Colônia, Alemanha, no século XVII em uma Congregação Mariana de Sacerdotes. No Brasil, houveram várias versões a partir do século XX, mas cada Congregação Mariana tinha uma publicação particular. Com a publicação do Manual dos Congregados pela Federação de São Paulo, não tardou que a Confederação Nacional publicasse a versão oficial padronizada para todo o país:
O Congresso confere à CNCMB* o direito reservado da publicação do Manual oficial. Só a Federação de São Paulo, por ser muito numerosa e possuir há muito seu Manual, fica isenta desta disposição, com a obrigação de não a vender fora do estado.” - 1º Congresso Nacional de Diretores.1

Desde as primeiras versões brasileiras, o Manual dos Congregados consta de basicamente três partes: A Regra de Vida, o Modo de agir do Congregado e o Devocionário.

A Regra de Vida

“As Regras passavam da Capela para as casas, pois estabeleciam que nos aposentos dos Congregados deveria sempre haver água-benta ou alguma imagem piedosa, com a finalidade de 'refrescar a memória”. 2
Os primeiros manuais continham a Regra inteira, incluindo as citações das publicações dos decretos eclesiásticos que as legitimavam. No Manual de 1997 consta apenas um resumo da Regra de Vida, com suas partes principais. Seu estudo é útil para a compreensão do básico das Regras, sendo de grande valia para os Aspirantes a Congregado.

O Dia a dia do Congregado

“As Congregações Marianas existem para ensinar como harmonizar Fé e Virtudes Cristãs com as ocupações cotidianas.”3
Embora existissem edições do Manual do Congregado que davam detalhes do modo de vida de um autêntico Congregado, o que todas as publicações tem em comum é mostrar o que difere um membro das Congregações Marianas de outras associações de fiéis católicos. O que é mostrado serve desde já para orientar o “modus vivendi” de um devoto que deseja se consagrar à Virgem Maria nas suas Congregações.

O Devocionário

“De fato, não é singular irmos aprender nos livros o que devemos dizer a Deus? Se não for posível proceder de outro modo empreguemos este meio; antes nos servirmos de um livro, que orar mal ou deixar de fazê-lo.” diz o pe. Meschler, SJ4
A edição de 1981 do Manual tinha o título “Manual-Devocionário do Congregado Mariano”. E era isso mesmo: metade da edição era somente de orações e práticas de piedade.
O Devocionário é uma parte do Manual que contém várias orações que são úteis para o Congregado mariano em sua vida de piedade pessoal e também orações que são para uso coletivo, como a Hora Santa. Não se trata de orações especiais de uso privativo dos Congregados marianos, mas são orações que são especialmente úteis para eles. Neste devocionário, os Aspirantes e Candidatos podem entender como a oração é usada e apreciada nas Congregações Marianas e como isso o educa na Fé Católica.

Seu uso constante

O uso do Manual é necessário para o Congregado diariamente. Em especial para os que estão começando nas Congregações Marianas, como os Aspirantes e os Candidatos, que devem tê-lo sempre “à mão”, como significa a palavra “manual”, isto é, algo “sempre ao alcance das mãos”.
As Orações da Manhã, das Refeições, o Rosário diário, o Ofício da Imaculada, as Visitas ao Santíssimo Sacramento, as Orações da Noite e o Exame de Consciência: todos são bem aproveitados se feitos com a ajuda do Manual do Congregado.

Um engano comum

Há Congregações Marianas que somente permitem o uso do Manual do Congregado após a Consagração Perpétua. A justificativa é da parte do Rito de Admissão5 em que o Assistente dá o livro ao novo Congregado dizendo a admoestação. Mas nada há na Tradição ou nas Regras que indique ser o Manual apenas de uso dos Congregados e não dos demais membros da Congregação Mariana. Devemos entender essa parte do Rito como um simbolismo de atenção às Regras. No texto do Rito vemos a ressalva - “entregando, onde for costume” - indicando que nem sempre o Manual é entregue ao membro da associação quando somente ele se consagra.
Em nossa experiência, o uso do Manual desde o início da frequência à Congregação Mariana dá frutos bons e favorece o fervor e o entusiasmo pela associação.

Conclusão

Use, abuse, leia, marque, risque seu Manual de Congregado. Faça dele uma autêntica ferramenta pessoal de busca da santidade. Que este livrinho tenha a marca dos dedos de seu dono, que tenha os riscos de uso constante, mostrando que é muito usado e que, no fim, suas letras estejam gravadas na mente e no coração do Congregado que o possui.
Que a Virgem, que lia seu livro no momento da Anunciação, nos ajude a ter nosso Manual em nosso coração!