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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Congregações, Celeiros, Chuva e Vocações‏

Alexandre Martins, cm.

“Celeiro de Vocações” é um dos apelidos das Congregações Marianas por vários papas e que demonstra a utilidade destas associações em fomentar e proporcionar à Igreja suas vocações sacerdotais.
Exemplos não faltam: desde proporcionar o aumento das fileiras da Companhia de Jesus até ser o embrião de novos conventos, como o clássico exemplo de Madre Teresa de Calcutá que, com companheiras de sua Congregação Mariana na sua Albânia natal, foram o primeiro grupo das Missionárias da Caridade.

A atualidade da formação para o vocacionado

 

Nos tempos atuais, as Congregações Marianas tornaram-se um importante instrumento de orientação vocacional. Por mais que o apostolado leigo tenha se desenvolvido e tomado formas, o estilo de formação espiritual do Congregado ainda é muito útil às novas gerações de vocacionados. “A atualidade dessa espiritualidade é importante para o mundo atual, e sua regra de vida conduz a pessoa na Escola da Santidade.” afirma1 D. Orani Tempesta, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ).
As atividades espirituais comuns das Congregações Marianas produzem na alma vocacionada o gosto crescente das coisas do alto. É a partir dessas “janelas para o Céu” que o vocacionado sente crescer seu amor pelo serviço do altar ou pelo convento em uma vida recolhida. Os que não são chamados à vida religiosa apenas sentem manter em seus corações a chama da piedade e o apelo à conversão, mas não o crescimento do amor de Deus até à paixão como a alma vocacionada. É uma boa oportunidade de discernir entre um apenas “bom Congregado” e uma futura vocação religiosa. Quantos enganos não seriam evitados se algumas Congregações Marianas tivessem mais atividades espirituais frequentes e profundas!

A Direção Espiritual do Congregado como fundamento do discernimento vocacional

 

A Direção Espiritual é uma prática comum a toda a Igreja. É algo dos primórdios do Cristianismo e uma pratica naturalmente oriental. Busca sempre conselho junto ao sábio” (Tob 4,19). No Oriente, é tradicional e comum a relação “mestre e discípulo” era fundamental em qualquer filosofia2 e absolutamente necessária em qualquer religião. Nas Congregações Marianas desde as primeiras regras3 insiste-se que o Congregado tenha um diretor espiritual. Os benefícios são imenso e, se para os jovens são utilíssimos, para os adultos também são necessários. Em toda a vida do Congregado a presença de um Diretor Espiritual4 deve permanecer.
Não se entende o discernimento vocacional em uma alma sem diretor espiritual. Embora nem todos os sacerdotes – confessores em sua essência – tenham vocação para uma correta e frutuosa direção espiritual, a uma alma vocacionada o diretor espiritual é imprescindível.“E que grande coisa é, filhas, um maestro sábio, temeroso, que prevê os perigos. É todo o bem que uma alma espiritual pode desejar, porque é grande segurança. Não poderia encarecer com palavras o que isto importa”.5 Podemos ate dizer, sem medo de errar, que um vocacionado sem um diretor espiritual não é um vocacionado de verdade. Afirma s. João Paulo II: “para poder descobrir a vontade concreta do Senhor sobre a nossa vida, são sempre indispensáveis (…) a referência a uma sábia e amorosa direção espiritual”.6
De fato, quantos procuram a vida religiosa como um escape do mundo, com uma forma de fugir dos naturais compromissos seculares como o trabalho assalariado, o progresso no estudo e uma família e filhos? Quantos querem “fazer carreira” na Igreja, como se ela fosse um empresa multinacional ou uma ONG? E isso é tão frequente em nossos dias que mereceu um pronunciamento especial do papa Francisco: ““E quando a Igreja quer se vangloriar da sua quantidade e cria organizações, escritórios e se torna um pouco burocrática, a Igreja perde a sua principal substância, e corre o perigo de se transformar numa organização não-governamental, numa ong. E a Igreja não é uma ong. É uma história de amor ... Os escritórios são necessários, mas até um certo ponto: o importante é como ajudo esta história de amor. Mas quando a organização fica em primeiro lugar, o amor desaparece e a Igreja, coitada, se torna uma ong. E este não é o caminho”.7
Acreditamos que, para o coração honesto e amoroso de Deus, a Direção Espiritual serviria para um correto discernimento vocacional.

Regras seguidas antes e depois do chamado vocacional

 

A disciplina e hierarquia tradicionais nas Congregações Marianas servem para educar a alma vocacionada a compreender sua vida religiosa futura.”nos congregados de Maria, esta como que ingênita "reverência e humilde submissão aos pastores sagrados" brota necessariamente das suas próprias regras”, afirma o papa Pio XII.8
Cada ordem ou comunidade religiosa possui sua própria regra. Todos os que ingressam em alguma delas tem conhecimento das regras ou estatutos e prometem segui-los amorosa e filialmente. A um Congregado mariano, que por bom tempo leu, aprendeu e seguiu a Regra das Congregações Marianas torna-se mais fácil seguir a regra da ordem religiosa à qual ingressa.
A hierarquia das Congregações Marianas não é seguida sob pena de pecado, mas pela consciência de que uma casa deve estar arrumada e que a organização leva à eficiência e ao sucesso. Obedecer à hierarquia é, para um bom Congregado, algo natural e espontâneo. Os votos de obediência, tanto na vida religiosa quanto sacerdotal, são naturais para o Congregado habituado à vida na hierarquia da Congregação Mariana.

Sem preocupação com o futuro das vocações

 

A priori, não é necessário que uma Congregação Mariana se preocupe com “jornadas vocacionais” ou atividades do gênero, tão em moda em algumas dioceses para o recrutamento de vocações sacerdotais se religiosas. Como dito acima, uma vida de Congregação Mariana levada a sério naturalmente conduz ao discernimento vocacional. Lembremos que, quando as Congregações Marianas eram chamada de “celeiros de vocações” não haviam os encontros vocacionais diocesanos e nem as comemorações do Mês das Vocações Sacerdotais e Religiosas.
Será que a Igreja criou essas atividades porque as Congregações Marianas deixaram de ser fornecedoras de vocações? É algo a se pensar.
Os sacerdotes que se preocupam com o declínio das vocações sacerdotais deveriam por sua vez fomentar a vida espiritual das Congregações Marianas e ver nelas um terreno fértil de vocacionados.
As Congregações Marianas sempre foram e sempre serão celeiros de vocações. Basta ser a regra cumprida e a piedade dos Congregados aumenta. As vocações irão surgir como capim no solo depois da chuva.
Santa Maria, rainha dos vocacionados, rogai por nós!



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1- Mensagem pelo Dia Nacional do Congregado Mariano 2013, disponível em http://www.cnbb.org.br/articulistas/dom-orani-joao-tempesta/9336-avante-congregados-marianos, visitado em 17/1/15

2- Uma relação mestre-discípulo que incluia não somente a transmissão de idéias, pensamentos e conceitos por meio da palavra, mais também que além do mais a presença exemplar do mestre, exercia uma grande influência sobre o discípulo. Considerados como mestres de vida, não só transmitiam conceitos teóricos, senão que sua instrução abarcava todos os aspectos da vida e do comportamento moral. E o discípulo? Ele era o aprendiz. Dele se esperava a vontade de aprender, assimilar e modelar-se conforme uma doutrina e estilo de vida. Esperava-se uma atitude de abertura de consciência, de confiança e de disponibilidade com relação ao seu maestro.O modelo do mestre é Jesus: “Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima”. ( Jo 1,38-40) – Guadalupe Magana, disponível em es.catholic.net, visita em 17/1/15

3- Regras Comuns, 36; Bis Saecularii,4; Regra de Vida 12,a,4.

4- São Inácio de Loyola, influenciou decisivamente sobre a direção espiritual dado que ela representava a coluna vertebral durante os Exercícios Espirituais. É necessário para Exercício Espirituais: - discernir as disposições pessoais do exercitante; suas emoções internas; ajudá-lo em suas dificuldades; dispôr conforme a elas a matéria dos puntos para meditar; e ajudar a abrir sua alma a voz de Deus, máxima ao realizar a eleição o reforma de vida, respeitando sempre a liberdade do exercitante. Neste contato pessoal, tanto o exercitador como o exercitante devem mostrar-se dóceis às moções do Espírito Santo: afinal o exercitador se lhe concede um carisma especial pelo que desempenha eficazmente seu ofício para ajudar o exercitante; e a este se comunicam as luzes e graças adequadas à situação de sua lama através do exercitador: para fazê-lo caminhar pela via da fé, da humildade, da simplicidade do espírito. Finalmente, por tanto, coloquio na fé. – Guadalupe Magana, disponível em es.catholic.net, visita em 17/1/15

5- S. Teresa de Jesús, Obras Completas. Ed Aguilar, Madrid, Camino de Perfección. N. XXXVII, p. 369.

6- in, Christifideles Laici, n 58, p. 175.

7- papa Francisco em homilia na Missa com funcionários do Instituto de Obras da Religião, Casa Santa Marta, Vaticano, 24/4/2013 24


8- Bis Saecularii, 11.

domingo, 21 de maio de 2017

A República Mariana

Alexandre Martins, cm.

A Sociedade humana se organiza em grupos. De acordo com a história da humanidade, esses grupos se organizam de formas características.
As irmandades católicas, e também as confrarias, se organizam de uma forma familiar, como o próprio nome diz. Ou seja, são irmãos que se consideram parte de uma mesma família. Daí o nome “irmandade” (reunião de irmãos) e “confraria” (do latim, “frater”, irmão, também é reunião de irmãos) serem nomeados esses agrupamentos.

O usado na Idade Média

Como as irmandades e confrarias foram concebidas na Idade Média, como a primeira confraria mariana que se tem notícia, a fundada pelo início do século XI, em Ravena, Itália, pelo Beato Pedro de Honestis (1049-1119), a sua organização era concebida como as guildas medievais.
Uma irmandade tem um chefe denominado Provedor que, como significa o nome, é o que provê as necessidades do grupo, como um pai na sua família, imitando outra instituição quase medieval: os mosteiros e seus abades.
Nas irmandades e confrarias a mesa diretora é composta em geral pelos mais antigos que se revezam de acordo com o tamanho e necessidade da confraria. Símbolos são usados amplamente para distinguir o grau e a importância do Provedor e os membros da mesa de direção, mesmo para os que não são membros da irmandade.

A Idade Moderna

Como advento das Congregações Marianas surge uma organização diferente.
As Congregações Marianas embora taxadas de “medievais” até por alguns jesuítas modernos, curiosamente surgiu na própria Idade Moderna, século XVI. A Idade Média havia terminado há várias décadas atrás. Mesmo o famoso Concílio de Trento, renovador de per si na história da Igreja, havia sido realizado poucos anos antes da fundação da primeira Congregação Mariana.
Como uma instituição moderna, portanto, as Congregações Marianas adotaram uma organização também moderna.
O governo das Congregações Marianas é entregue aos leigos, com a supervisão de um sacerdote. As irmandades e confrarias também o eram, mas com as Congregações Marianas a forma era algo de “republicano” em comparação com as irmandades que eram, por sua vez, mais “monarquistas” e “feudais”.

Leigos como diretores

Um exemplo claro do citado acima é o título que o dirigente leigo possui nas Congregações Marianas: o de Prefeito, ou Presidente, títulos empregados na Europa e Brasil, respectivamente. Esse título exemplifica bem o caráter comunitário da gestão administrativa das Congregações Marianas. O diretor é alguém eleito por seus pares e pode ser tanto um antigo Congregado quanto um mais novo. Além disso, os demais diretores também são escolhidos do mesmo jeito. Se compreende então que é a comunidade de Congregados que são representados em um pequeno grupo que organizará a vida da Congregação Mariana por um determinado período e que por sua vez será substituída por outros em nova eleição interna.
O sacerdote possui neste cenário uma posição e atuação bem particular. Embora as Regras Comuns de 1910 tenham dado poderes maiores aos sacerdotes, que possuíam o título de Diretor Espiritual, na realidade essa autoridade era exercida mais num sentido de amorosa orientação do que rígida disciplina.
Mesmo o famoso pe. Coster, jesuíta que tanto utilizou das Congregações Marianas para o trabalho de evangelização e apostolado nas cidades europeias do século XVII, dava apenas as orientações gerais par suas associações e para seus Congregados, deixando-os livres para a ação.
Infelizmente, no início do século XX, no Brasil, as Congregações Marianas eram tratadas de forma mais rígida pelos sacerdotes, colocando os dirigentes numa situação de praticamente dependência deles, sem muita iniciativa particular. Com a mudança das Regras em 1967, e o consequente retorno à posição mais colaborativa do sacerdote, os dirigentes ficariam como que desamparados na orientação de seus trabalhos administrativos e a consequência foi uma grande queda no ímpeto apostólico das Congregações Marianas no Brasil.
Mas as novas Regras que dirigem as Congregações Marianas no Brasil, se por um lado não modificaram a posição colaborativa do sacerdote na organização da associação, por outro lado não impedem que se possa retornar à tradição das clássicas Congregações Marianas.

A Regra brasileira de 1994

A Regra de Vida de 1994 nada se refere a não poder ser aceito na Diretoria alguém ainda no Aspirantado, quando não há número de Congregados marianos para isso, como se verifica nas Congregações Marianas que são recentemente fundadas. O antigo costume de haver a Consagração Perpétua aos primeiros fundadores de uma Congregação Mariana caiu em desuso na década de 1970 no Brasil.
A primeira diretoria é escolhida praticamente em um consenso pois em geral o número inicial é pequeno. A Regra de 1994 até mesmo a chama de “diretoria provisória” Daí a possibilidade de haver aspirantes entre os diretores.
A diretoria clássica era composta por um número considerável de pessoas. Sua divisão era de “oficiais maiores” e “oficiais menores”. O temo “oficial” dá-se porque a pessoa possui um “ofício” um função, e não, como se pode pensar de primeiro, alguma honraria ou prêmio.
Na tradição das Congregações Marianas, os oficiais maiores são o Presidente, o Vice-presidente, o Secretário e o Tesoureiro. O assistente eclesiástico é uma função que, embora compunha o elenco dos oficiais maiores, não é algo especial, pois não é eleito, mas nomeado. Em paróquias, é uma função naturalmente exercida pelo pároco.
Os oficiais menores são os demais cargos que venham a existir, como o de Porta-bandeira.
A escolha da Diretoria, em especial os oficiais maiores se dá por eleição simples entre os Congregados marianos. É um costume abster o Aspirantado de votar.
A duração do mandato se dá por um ou dois anos, E sempre foi feita uma cerimônia especial de posse de diretoria, com um pequeno juramento proferido pelos diretores perante o altar e o padre assistente, aonde se sublinha o caráter serviçal da função de diretor.

O protagonismo moderno das Congregações Marianas

As Congregações Marianas, fundadas na Idade Moderna, sempre estiveram à frene do seu tempo. Seu protagonismo se deu também através de uma gestão participativa de escolha livre entre os membros. Algo comparável a uma pequena república, ou mesmo uma pequena cidade onde seus habitantes escolhem seu prefeito.
Os diretores são os eleitos para organizar e guiar essa pequena república, uma república que não segue as leis humanas mas as leis do Evangelho. Uma república que tem como pátria a pátria celeste. Uma república que usa as cores da Mãe de Deus. Uma república da Virgem Maria.

segunda-feira, 13 de março de 2017

São José

Alisson Oliveira. cm

São Mateus o chama e define também: —O Justo. Joseph cum esset justas... José como era justo...
Não simplesmente a virtude cardeal da justiça porém muito mais amplo a virtude em grau sublime e
heroico jamais visto ou alcançado (depois de Maria Ssma) de se conformar a Lei de Deus.
“José é chamado de Justo porque tem a perfeição de todas as virtudes”
São Jerônimo, Homilia 3, in Luccam.
O MAIOR DOS SANTOS
Depois de Maria, José. É sem dúvida o maior dos santos, pois recebeu de Deus maiores graças e
desempenhou a maior e mais sublime missão na terra. Pai adotivo do Filho de Deus humanado e esposo
da Mãe de Deus. Poderia alguém na terra, depois de Maria excedê-lo na gloria da santidade? Quem
teve maior e mais sublime missão a cumprir na terra?
Sem dúvida, dos sete dons do Espirito Santo, os que São José mais deve ser exercitado, em razão
de sua função, foram o dom do conselho e o da fortaleza, para dirigir, governar e defender a Sagrada
Família entre tantas privações e adversidades, sem perder de vista um só momento o supremo sacrifício
da Cruz.

S. José excede a dignidade dos Apóstolos. Estes foram ministros e dispensadores dos mistérios de
Deus, vasos de eleição, colunas da fé, mensageiros da palavra divina. S. José foi maior que Moises em
santidade, a São João Batista, S. Pedro e S. Paulo, bem como também aos maiores mártires e doutores
da Igreja. Nenhum santo teve como Ele privilégios tão singulares e viveu mais unido a Deus e mais
abrasado na Divina Caridade. Pelas relações com Jesus e Maria Santíssima é o maior dos santos, e
precede a todos os eleitos no culto que lhe prestamos.
Pai adotivo de Jesus
A maior glória de São José, a mais rica pérola do seu coroa, o título e privilégio que o faz o maior
dos Santos é o de Pai do Filho de Deus humanado. Todos os Santos, se gloriam de serem chamados
servos de Deus, servos de Jesus Cristo. São José, e só ele, foi chamado Pai do Salvador, Pai de Jesus
Cristo. Entre os títulos de glória do Santo, este é sem dúvida o maior.
Os nazarenos, diz o Evangelista, tinha José por pai de Jesus. Assim dizia e julgava o povo
ignorante do adorável mistério da Encarnação do Verbo. Os Evangelistas, que narraram e conheceram
o mistério da Encarnação e a Divindade de Jesus, chamavam a José pai de Jesus. E Jesus mil vezes o
havia de chamar Pai, e a ele esteve sujeito e obediente trinta anos desde Belém.
São José, pois, é e deve ser chamado Pai de Jesus, Pai virginal, não Pai carnal, Pai putativo,
genealógico, jurídico ou legal, adotivo, eletivo, nutrício, virginal, afetivo e de ofício de Jesus Cristo e
segundo a geração humana, porque Maria Imaculada concebeu, e foi Mãe de Jesus por obra e graça do
Espírito Santo. Eis a sua glória: Pai de Jesus.
Qual graça extraordinária para o São José de ver, dar ordens e prover tudo daquilo que Nosso
Senhor necessitava... Ah que graça extraordinária, S. José de que como por um véu, não brilhar como
o Sol do meio dia na Terra, a exemplo de Moisés (Ex 34, 29-35) ao descer do monte com as tábuas da
Lei nas mãos, brilhava a sua face que os hebreus nem conseguiam olhar para ele.
O esposo virginal de Maria Santíssima
“ José, filho de Davi, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa” Mt 1,20.
“José... fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu em sua casa Maria, sua
esposa” Mt 1,24.
Foi José verdadeiro e legítimo esposo de Maria, de um matrimônio, perfeitamente virginal,
maravilhosamente fiel, milagrosa e infinitamente fecundo.
E formou São José semelhante a Maria. José foi formado à semelhança da Virgem, sua esposa. O
céu, escolheu a São José como o único digno de um tal tesouro: —Maria.
Para ser esposo da Mãe de Deus, que pureza e que santidade não havia de ter São José! E se Deus
o escolheu entre os homens o mais semelhante à mais perfeita das criaturas, sua santíssima Esposa.
Para lembrar os dois títulos de maior glória que o tornam o maior e o mais singular dos Santos — Pai
adotivo de Jesus Cristo e Esposo de Maria Imaculada.
E aqui fica a resposta à pergunta: Quem é São José? Virum Mariae de quanatus est Jesus. — É o esposo
de Maria, diz o Evangelista, da qual nasceu Jesus.
São José, príncipe da casa real de Davi
São José era da nobre estirpe, como nos relata os Evangelhos de S. Mateus 1, 1-17 e S. Lucas 3, 23-28. “Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi. O rei Davi gerou Salomão, daquela que fora mulher de Urias. Salomão gerou Roboão. Roboão gerou Abias. Abias gerou Asa. Asa gerou Josafá. Josafá gerou Jorão... Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó. Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. S. Mateus 1, 1-17


“ não era apropriado que o Rei dos reis convivesse, na sua intimidade, com quem não fosse nobre nem de espirito e de sangue. Não convinha que Aquele a Quem servem milhões de anjos escolhesse como pai adotivo alguém que não fosse de nobre linhagem, nem que a Virgem, escolhida como Mãe de Deus, á qual prestam homenagem todos os habitantes da Jerusalém terrestre, fosse casada com homem de origem plebeia”. Suma dos dons de São José.
Segundo São Mateus mostra as gerações de Davi até Cristo, mudando assim em S. José para indica-lo como pai adotivo e não carnal de Nosso Senhor.
Assim as promessas a dinastia de Davi, na qual S. José tem a glória de pertencer, a um título muito especial: foi o último e não menor e transmitiu a Nosso Senhor a herança davídica.
Prefiguração no Antigo Testamento
Uma das figuras mui própria, em que os Santos Padres reconhecem haver sido misteriosamente representado São José, foi o antigo Patriarca José, Vice-rei do Egito, porque nele se cumpriram todas as grandezas. Sonhara ele que o Sol, a Lua e as Estrelas o adoravam e foi nisto um retrato figurativo da obediência que Jesus e Maria, verdadeiro Sol e verdadeira Lua, havia de ter a São José, e o respeito que os mais santos, simbolizados nas estrelas, lhe tributam. Chamou-se também a José o salvador do mundo, porque proveu de mantimento e livrou da fome não só o Egito, mas toda a terra em torno; e tudo isto foi anuncio de que o glorioso São José na lei da graça havia de ser a quem todo o gênero humano devesse a salvação, pois salvou o Redentor, livrando-o da tirania de Herodes, que o queria matar, quando menino, e ele foi também o que guardou o pão da vida de Jesus Cristo, que é o sustento do universo.
“Ide a José” Gn 41,55.
A virgindade de São José
A virgindade perpétua é outra coroa de glória do santo Patriarca. A Escritura nada fala da virgindade de S. José, mas a Tradição nos guarda e garante esta opinião com segurança. A Tradição teológica, escreve o Pe. Cantera, reprova todos os erros contra esta doutrina e afirma unanemente a Virgindade de S. José, é uma verdade teologicamente, da qual não é lícito a nenhum cristão duvidar. É célebre a resposta de S. Jerônimo ao herege Helvídio: Dizes, que Maria não ficou Virgem. Pois não só defendo e afirmo a Virgindade de Maria, como digo ainda mais: por Maria foi Virgem também S. José(2). (1) Cantera - San José en el Plano Divino (2) Adv. Helv. n° 19.
Dia de São José
Por isso, hoje é dia de festa para a Fé. O culto a São José começou no Oriente, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade.
Pio IX estendeu a festa do Patrocínio de São José a toda a Igreja com o decreto "inclytus Patriarcha Joseph", de 10 de setembro de 1847. Declarou solenemente o Bem-aventurado José “Patrono da Igreja Católica”, e ordenamos que a sua festa de 19 de março, dupla de primeira classe, todavia sem oitava por causa da Quaresma, fosse celebrada no mundo inteiro
São José e Santa Teresa de Ávila
“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e encomendei-me muito a ele. Vi claro que, tanto desta necessidade como de outras maiores, de perder a honra e perder a alma, este pai e senhor meu me livrou melhor do que eu lhe saberia pedir. Não me recordo, até agora, de lhe haver suplicado nada que não tenha deixado de fazer.
É coisa que espanta (que maravilha) as grandes mercês que me tem feito Deus por meio deste bem-aventurado santo, dos perigos que me tem livrado, tanto de corpo quanto de alma. A outros santos parece
que o Senhor lhes deu graça para socorrer em uma necessidade; a este glorioso santo tenho experiência que socorre em todas e que quer o Senhor dar-nos a entender que assim como esteve submetido a ele na terra, que como tinha nome de pai - sendo custódio - podia mandar Nele, também no céu faz quanto lhe pedem. E isto o tem comprovado algumas pessoas, a quem eu dizia que se encomendassem a ele, também por experiência; e ainda há muitas que começaram a ter-lhe devoção havendo experimentando esta verdade.
Queria eu persuadir a todos para que fossem devotos deste glorioso santo, pela grande experiência que tenho dos bens que ele alcança de Deus. Não conheci pessoa que deveras lhe seja devota e faça particulares serviços, que não a vejamos mais adiantada nas virtudes porque muito aproveitam as almas que a ele se encomendam. Parece-me, já há alguns anos, que a cada ano, em seu dia, lhe peço uma coisa e sempre a vejo cumprida. Se o pedido segue meio torcido, ele o endereça para o meu bem.
Se fosse uma pessoa que tivesse autoridade no escrever, de bom grado me estenderia em dizer muito a miúdo as mercês que este glorioso santo tem feito a mim e a outras pessoas. Só peço, pelo amor de Deus, que o prove quem não me crê e verá por experiência o grande bem que é o encomendar-se a este glorioso Patriarca e ter-lhe devoção.
Pessoas de oração, em especial, sempre deveriam ser a ele afeiçoadas. Não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo que passou com o Menino Jesus, e não se dar graças a São José pelo bem com o qual lhes ajudou. Quem não encontrar mestre que lhe ensine oração, tome este glorioso santo por mestre e não errará no caminho”.3
Invoquemos o nosso Anjo da Guarda para que nos ajude a honrar ao nosso grande Santo Protetor, que é também Príncipe dos Anjos e Arcanjos. São José fora constituído também, no Reino de Deus, o grande Príncipe, e lhe foram dadas as maiores e mais extraordinárias prerrogativas que o fizeram o Príncipe sem igual, acima de todos os súditos do Rei dos reis depois de Maria Santíssima, Rainha dos céus e da terra. E nesta singular e privilegiada missão, quem pode contentar a supremacia de José sobre todos os Anjos e coros angélicos?
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Referências bibliográficas
Santa Teresa de Jesus, Livro da Vida 6,6-8
São José, Mons. Ascânio Brandão
Bíblia Pe João de Matos
São José. O esposo de Maria, da qual nasceu jesus. Ed Petrus 1ª edição-2010

domingo, 1 de maio de 2016

São José Operário


O Papa Leão XIII com a Encíclica Quamquam Pluries (1889) exprime um sentimento paterno para os trabalhadores preocupando-se com a situação deles. O ponto de referência é o mistério da encarnação, que coloca em realce a dignidade do trabalho através de São José. “Os proletários, os operários e quantos são desafortunados... devem recorrer a São José e dele tomarem a sua imitação. Ele, se bem que da estirpe real, unido em matrimônio com a mais santa e excelsa entre as mulheres, e pai putativo do Filho de Deus, passou a sua vida no trabalho... O trabalho operário, longe de ser desonra...”. Da mesma forma, a Encíclica Rerum Novarum (1891), também de Leão XIII, afirma que Jesus “Embora sendo filho de Deus e Deus ele próprio, quis ser visto e considerado Filho do carpinteiro, e não negou de transcorrer uma grande parte da sua vida no trabalho manual”.


A Exortação Apostólica Redemptoris Custos (nº 22) evidencia claramente a missão de São José quando afirma que “Graças ao seu banco de trabalho, junto do qual exercitava o próprio ofício juntamente com Jesus, José aproximou José aproximou o trabalho humano ao mistério da redenção”.
A Encíclica Laborem Exercens de João Paulo II, Jesus dedicou a maior parte dos anos de sua vida sobre a terra ao trabalho manual, junto a um banco de carpinteiro (nº 6). Neste sentido “São José tem uma grande importância para Jesus, se verdadeiramente o Filho de Deus feito homem o escolheu para revestir a si mesmo de sua aparente filiação... Jesus o Cristo, quis assumir a sua qualificação humana e social deste operário (Paulo VI – Alocução 19/3/1964). Jesus “não se serviu das realidades humanas apenas para manifestar-se, mas uniu-se a elas para santificá-las com sua humanidade” (S Th, III q.8,a.1). Porque o trabalho constitui uma dimensão fundamental da existência humana, Jesus escolheu esta dimensão para qualificar o seu estado social.
Escolhendo de ser considerado Filho de José (Lc 3,23), Jesus herdou, como afirmamos, o título de Filho de Davi, mas contemporaneamente assumiu também o título de “Filho do Carpinteiro” (Mt 13,55), e na carpintaria de Nazaré trabalhou com mãos de homem (GS 22), santificando o trabalho.
Sendo que Jesus dividiu o seu trabalho com José na carpintaria, então nenhuma outra pessoa, depois de Maria, esteve tão próximo das mãos, da mente, da vontade e do coração de Jesus quanto José; por isso, Pio XII afirma que ele foi o Santo no qual penetrou grandemente o espírito do Evangelho.
Como sabemos, um carpinteiro, numa cidade pequena como Nazaré, naqueles tempos tinha diversas funções e não trabalhava somente com madeira, mas também com ferro (era ferreiro), preparava alicerces de casas, planejava e fazia valas para os mais diversos fins; quem sabe era até pedreiro... Era o Homem do Trabalho.
Voltando à realidade de José, o carpinteiro, podemos dizer que Jesus realizou a redenção em três etapas:
 a primeira, que nos interessa foi a sua vida escondida, na oficina de Nazaré;
 a segunda, na vida pública, enquanto pregava e anunciava o Reino de Deus;
 e a terceira no Mistério Pascal em sua Paixão, Morte e Ressurreição.
Interessa-nos aqui a primeira; a vida oculta, especialmente junto ao pai carpinteiro que, certamente José tinha a presença mais marcante, pois a sociedade do tempo confiava a educação do filho homem ao pai. José educou o Filho de Deus ensinando-o a ser homem. A oficina de Nazaré teve grandes momentos de trabalho e santidade e nela Jesus, ao lado de José, iniciou a salvação da humanidade.
O dia do hebreu começava bem cedo com o trabalho, mas já às 09:00 horas, e em outras horas, durante o dia S. José, fiel à tradição do seu povo, interrompia as atividades para recitar a oração prescrita pela lei. Ali mesmo, no recanto da sua oficina, em pé, voltado para o Templo de Jerusalém e com as mãos erguidas para o céu, rezava esta oração:
"Escuta Israel: O Senhor é o nosso Deus, o Senhor é um só. Amarás o senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças..."
Após cumprir essa obrigação religiosa, retornava ao serviço: afinal, era com o suor do seu rosto, com a força de seus músculos e com os calos de suas mãos que tirava o sustento para si e para a sua família.
Portanto, competia ao povo lembrar e pôr em prática todos os mandamentos. Feito esse momento de oração, retomava-se novamente o trabalho, até o fim da jornada.
Assim, aquele pequeno recanto da casa pobre de Nazaré que acolheu por muitos anos as três personagens mais importantes que viveram na terra: Jesus, Maria e José. Nada ali se manifestava grandioso, portentoso ou extraordinário. José, era focado ao barulho da serra e do martelo, procurava dia após dia cadenciar tudo com suas orações e meditações. Animado por esse espírito, todos os seus trabalhos assumiam um significado profundo e imenso diante de Deus. Afinal, era ali, de maneira escondida, que se processava um grande mistério: um artesão pobre ensinava ao próprio Filho de Deus uma profissão e este lhe obedecia colocando em prática todos os seus ensinamentos.
Sua característica foi justamente o devotamente total de sua vida ao serviço da encarnação e da missão redentora do Filho de Deus, missão única e grandiosa. Por isso, foi enriquecido abundantemente com dons especiais por parte de Deus, e sua vida, iluminada por uma luz divina.
A Constituição dogmática Gaudium et spes afirma que o Onipotente artífice do universo verdadeiramente "trabalhou com mãos de homem", santificando diretamente o trabalho humano. José foi perante a Providência divina o necessário instrumento de tal redenção, dada justamente na sua própria carpintaria, através de uma missão que ele não somente a exercitou ao lado de Jesus, mas inclusive acima de Jesus, o qual lhe era submisso (Lc 2,51).

Alisson Oliveira . Cm

domingo, 13 de março de 2016

Semana Santa 2016



SEMANA SANTA 2016 *Na Forma Extraordinária
 

20/03 –DOMINGO DE RAMOS
09h - Santa Missa com Bênção e Procissão de Ramos
 
21/03 – SEGUNDA-FEIRA SANTA
07h30 – Santa Missa
 
22/03 – TERÇA-FEIRA SANTA
07h30 – Santa Missa
 
23/03 – QUARTA-FEIRA SANTA
07h30 – Santa Missa
 
24/03 - QUINTA FEIRA SANTA
09h - Missa do Crisma na Catedral São Dimas - SJC
 
20h - Santa Missa “In Coena Domini” seguida de adoração ao Santíssimo Sacramento.
 
25/03 – SEXTA FEIRA DA PAIXÃO
09h –Via –Sacra e atendimento de confissões
 
15h – Solene Ação Litúrgica seguida de Procissão do Senhor Morto
 
26/03 – SÁBADO SANTO
20h–Vigília Pascal
 
27/03 – DOMINGO DE PÁSCOA
09h – Santa Missa Solene

CAPELA N. SRA. DE FÁTIMA (Paróquia São João Batista) 
Avenida São João, S/nº - São João (próximo ao número 341)
Jacareí-SP
missatridentinajacarei@gmail.com

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Fotos do 3° Aniversário de Fundação

     No ultimo dia 11/02 nossa Congregação Mariana completou 3 anos de fundação, a comemoração foi realizada no dia 14/04 domingo onde também tomou posse a Diretoria para o mandato de 2016 à 2018, estiveram presentes congregados de diversas Congregações Marianas da Diocese de São José dos Campos e de outras dioceses.
    As comemorações iniciaram com um café da Manhã festivo seguido da recitação do Santo Terço, Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano e cerimonia de posse da Diretoria.Os membros da Diretoria são os seguintes:

Presidente: Adriano do Nascimento Sousa
Vice: Rodolfo Cristiano dos Santos
1° Secretaria: Maria Solange Veloso
2° Secretário: Leonardo Aparecido de Moraes
Tesoureiro: Fausto de Oliveira Ramos
Instrutor: João Marcos Viana da Costa
Departamentos: Aline Castilho Rodrigues


A nova Diretoria com o Rev Pe José Henrique do Carmo 




Da esquerda para a direita, o Vice- presidente: Rodolfo Cristiano dos Santos, o Presidente da Federação da Diocese de São José dos Campos: José Luiz Colosio, o Presidente da CM Nsra Auxiliadora: Adriano do Nascimento Sousa e o Tesoureiro: Fausto de Oliveira Ramos

os congregados visitantes juntamente com os aniversariantes 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Novena de Natal - 8° dia

Transmissão ao vivo do 8° dia da novena de Natal conforme o texto proposto por Santo Afonso Maria de Ligório, disponível aqui


domingo, 20 de dezembro de 2015

Novena de Natal- 5° dia

Transmissão ao vivo do 5° dia da Novena de Natal realizada nas casas de nossos Congregados, o texto da novena pode ser obtido no link: https://onedrive.live.com/view.aspx?resid=C66F182E3FF9E7AA!182&cid=c66f182e3ff9e7aa&app=WordPd
Devido a problemas de conexão não foi possível concluir a transmissão do 5° dia da novena de natal por isso logo abaixo do video original disponibilizamos uma gravação com o complemento do 5° dia pedimos desculpas aos nossos leitores e esperamos dar continuidade na novena amanhã às 19:30.


CONTINUAÇÃO



sábado, 19 de dezembro de 2015

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Novena de Natal- 3° dia

Transmissão ao vivo do 3° dia da Novena de Natal composta por Santo Afonso Maria de Lígório, intenções podem ser enviadas pelo formulário de contato do blog e o texto está disponível no link abaixo:
https://onedrive.live.com/view.aspx?resid=C66F182E3FF9E7AA!182&cid=c66f182e3ff9e7aa&app=WordPdf


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Novena de Natal- 2° dia

Às 19:30 faremos a transmissão ao vivo do 2° dia da Novena de Natal composta por Santo Afonso Maria de Lígório, intenções podem ser enviadas através do formulário de contato do blog e o texto da novena pode ser obtido através do link: https://onedrive.live.com/view.aspx?resid=C66F182E3FF9E7AA!182&cid=c66f182e3ff9e7aa&app=WordPdf


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Novena da Apresentação de Nossa Senhora


Convidamos à todos os amigos, em especial, os Congregados Marianos para rezar conosco a Novena da Festa da Apresentação de Nossa Senhora no templo (de 12 à 20 de novembro) Festa no dia 21/11.

Essa novena é nossa preparação à Peregrinação à Aparecida!

(A novena se encontra na página 258 do Manual do Congregado Mariano - 10ª Edição/ 1948)


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Novena da Apresentação de N. Senhora

1. Seja bendita, ó Maria, a prontidão de ânimo com que tão infantinha vos apresentastes no templo. Suplico-vos, Virgem Santíssima, me alcanceis de vosso Filho a graça de servi-los sempre até a morte.

Ave-Maria

2. Seja bendito, ó Maria, o fervor com que soubestes servir e dar gosto a Deus. Suplico-vos, Virgem Santíssima, me alcanceis de vosso Filho a graça me dar com toda a alma ao seu serviço.

Ave-Maria

3. Seja bendita, ó Maria, a plenitude da perfeição com que tão cedo vos fizeste modelo completo de santidade. Suplico-vos, Virgem Santíssima, me alcanceis de vosso Filho a de aborrecer sempre a culpa e amar de todo o coração a virtude.


Ave-MariaV. Concedei-me que vos louve, Virgem Sagrada
V. Dignáre me laudáre te, Virgo sacráta


R. Dai-me valor contra os vossos inimigos.
R. Da mihi virtutem contra hostes tuos.

Oremos

Ó Deus, que quisestes se apresentasse nesse dia no templo, a bem-aventurada Virgem Maria, habitáculo do Espírito Santo: Concedei-nos que por sua intercessão mereçamos ser apresentados no templo da vossa glória. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Orémus

Deus, qui beátam Mariam semper Virginem Spíritus Sancti habitáculum hodiérna die in templo praesentári voluísti: praesta, quaesumus, ut ejus intercessióne in templo glóriae tuae praesentári mereámur. Per Christum Dóminum nostrum. Amen.


REZEMOS TAMBÉM A ORAÇÃO PARA PEDIR A DEUS A GLORIFICAÇÃO DO VENERÁVEL PADRE RODOLFO KOMÓREK 


Ó Jesus, no Venerável Padre Rodolfo nos destes um comovente exemplo de amor aos pobres e aos doentes, de paciente dedicação ao ministério das Confissões. Sua vida de caridade e penitência constitui um contínuo apelo ao seguimento do Evangelho. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que vos pedimos (pedir a graça desejada), e a sua glorificação entre os santos da vossa Igreja, que ele honrou com uma vida de grandes virtudes. Amém.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória

Venerável Padre Rodolfo, rogai por nós.

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