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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Comemoração de 2 anos de Fundação da CM

No último Sábado dia 21/02 foi realizada a Assembléia Festiva em comemoração ao 2° aniversário de fundação de nossa Congregação Mariana (11/02) estiveram presentes congregados de diversas Congregações da Diocese de São José dos Campos. A assembléia ocorreu na Capela de Nossa Senhora de Fátima e foi encerrada com o canto do Ofício da Imaculada Conceição e a Santa Missa celebrada pelo Rev. Pe José Henrique do Carmo (Assistente eclesiástico da CM), publicamos abaixo algumas fotos da Assembléia e da Santa Missa.

A diretoria da CM juntamente com o Presidente da Federação Diocesana Sr. José Natal da Rocha (à esquerda) no início da Assembléia.



Alguns dos Congregados Presentes

Coral da Congregação Mariana Ns. Imaculada Conceição e São Luiz Gonzaga ajudando com os cantos e o Ofício da Imaculada Conceição.


Momento de Confraternização entre os Congregados




Ao final da Assembléia a Leitura da Ata feita pela 1ª Secretária Maria Solange Veloso

Após a Santa Missa a Partilha do Bolo

Da esquerda para a Direita: o Rev. Padre José Henrique ( Assistente Eclesiástico de nossa CM, Rodolfo Cristiano dos Santos (2ª secretário e sacristão) e Adriano do Nascimento Sousa (Presidente da CM)

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Transmissão Ao Vivo da 41ª Assembléia Nacional das Congregações Marianas do Brasil

Seguem os links para a transmissão ao vivo da Assembléia Nacional das Congregações Marianas do Brasil. A transmissão será dividida em 4 partes para facilitar o acesso e otimizar os recursos da transmissão. Os inscritos no nosso canal do youtube e no blog receberão e-mail quando a transmissão entrar no ar.

MISSA DE ABERTURA




1°PARTE



CONTINUAÇÃO DA PARTE DA MANHÃ




MISSA DE ENCERRAMENTO

INSCREVAM-SE EM NOSSO CANAL DO YOUTUBE:
  https://www.youtube.com/channel/UCBsjZK5B14gDwMXZOxhWRnQ/feed

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Bula "Gloriosae Dominae" 265 anos

Hoje comemoramos 265 anos da publicação da Bula "Gloriosae Dominae" pelo Papa Bento XIV, abaixo publicamos o documento na íntegra com alguns destaques nossos.

27 de setembro de 1748

A veneração e o culto de Maria, Gloriosa Senhora, Mãe de Deus, está tão recomendada pela vontade expressa de Deus e pelo espírito sempre verdadeiro da Igreja, e tão justo e proveitoso é este culto tributado pelos fiéis à Virgem Santíssima, que nossas exortações apostólicas, encaminhadas a inflamar os corações dos cristãos em religioso afeto até Ela, podem parecer pouco menos que desnecessárias.
Pois assim como Deus Onipotente encheu a esta felicíssima Virgem - escolhida entre milhares e levantada pelo anúncio do Anjo à inefável dignidade de Mãe de Deus - com os dons de sua graça mais abundantemente que a todas as demais criaturas e a adornou com brilhantíssima coroa de glória acima de todas as obras de suas mãos; assim também a Igreja católica, ensinada pelo magistério do Espírito Santo, tem procurado honrá-la com inumeráveis obséquios, como a Mãe de seu Senhor e Redentor, e como a Rainha de céus e terra e se tem interessado por amá-la com afeto e piedade filial, como a Mãe própria amantíssima, recebida como tal dos lábios de seu Esposo moribundo. À sua proteção tem tido sempre por costume acudir, como a porte seguro de salvação, nas públicas calamidades e pertubações, quantas vezes as provocam os poderosos inimigos infernais, e tem proclamado que, especialmente por seu poder, tem sido extinguidas e desfeitas todas as heresias do mundo inteiro.
Porque esta é aquela formosíssima Ester a que amou tanto ao supremo Rei dos Reis que parece a tem feito co-partícipe, não já da metade de seu reino, senão, em certa maneira, de todo seu imperio e de todo seu poder. Esta é aquela valorosa Judite a que Deus concedeu vitória sobre todos os inimigos da terra. Esta é aquela Advogada nossa ante seu Filho e Filho unigênito de Deus, sempre disposta a falar ante Ele em nosso favor e a quem a Igreja, com o parecer unânime dos Santos Padres, nos exorta a que acudamos com filial confiança em todas nossas necessidades e perigos. Esta é aquela mística Arca da Aliança, na que se executaram os mistérios de nossa Redenção, para que, vendo-a Deus, se lembre desse pacto e não se duvide de suas misericórdias. Ela é como canal celestial do que decendem as correntes das graças divinas aos corações dos mortais. Ela é a porta dourada do céu pela que confiamos entrar algum dia no descanso da eterna bem-aventurança.
Santo Inácio, confessor, que para propagar a maior glória de Deus reforçou a Igreja militante com novas legiões alistadas sobre o estandarte do Santíssimo Nome de Jesus, pensando consigo estas e outras coisas, e prevendo a luta que lhes esperava a ele e a seus soldados na salvação das próprias almas não menos que as de seus próximos, julgou sapientíssimamente que devia buscar uma mui apta defesa na proteção da Bem-aventurada Virgem Maria. Por isto, imediatamente, em quanto saiu da casa paterna, sonhando já então com grandes empresas, e se determinou a empreender esta sagrada milícia, se dirigiu em seguida aos pés da Virgem, e sobre seus auspícios, empreendeu o largo caminho da perfeição. Depois, quando feita a leva de seus companheiros de milícia, estava para lançá-los ao campo de batalha, fez com eles um solene juramento, precisamente na capela da Virgem no Monte dos Mártires de Paris(*), e ali, sobre esta rocha inabalável, consolidou os primeiros cimentos de seu Instituto.
E o que nele foi habitual, a saber, não propor nem empreender coisa alguma de importância sem antes invocar o nome de Maria, quis que servisse também de ensinamento a todos os seus filhos, e que assim, sobre o patrocínio dela, esperaram a ajuda divina em todas as empresas e trabalhos de sua profissão e que em todos os perigos a que se viram expostos em sua campanhas em prol da religião, ante seus inimigos, acudiram confiados como a refúgio e amparo, a esta Torre de Fortaleza da que pendem mil escudos(*). E eles, de fato, levando o Nome adorável de Jesus por todas as terras e todos os mares ante reis e nações, não deixaram de anunciar juntamente o dulcíssimo Nome de Maria, e a cada vez que pregavam a luz da fé e a pureza de costumes, propagaram também maravilhosamente em todas as regiões do mundo o culto e o amor à Mãe de Deus.
Uma obra vemos instituída com acerto e sabedoria e por eles (os jesuítas) constantemente realizada; pois ao dizer-se, entre outros ministérios próprios de seu Instituto e utilíssimos à Igreja de Deus, a cultivar e instruir por todas as partes a juventude em virtude e letras, cuidam ao mesmo tempo de agregar essa juventude à piedosas Associações ou Congregações da Santíssima Virgem, Mãe de Deus, e consagrando-a de um modo especial a seu culto e serviço, guiados pela que é Mãe do amor formoso e do conhecimento e do temor de Deus, a ensinam a esforçar-se por alcançar o cume da perfeição cristã, para lograr o verdadeiro fim de sua eterna salvação.
É incrível o imenso proveito que estas piedosas e louváveis Congregações Marianas, dotadas de santas e saudáveis Regras em harmonia com a diferente condição social dos congregados e cultivadas com solicitude e prudente zelo por seus respectivos Diretores, tem produzido em pessoas de todas as classes da Sociedade. Uns, de fato, mantendo-se firmes no caminho da inocência e piedade, que sobre o amparo da Santíssima Virgem haviam empreendido com resolução desde seus ternos anos, mereceram conservar perpétuamente, com notável exemplo e com o fruto da perseverança final, aquele abnegado estado de vida que é a razão observar o homem cristão e servo da Virgem. Outros, vencendo o atrativo dos vícios em que estavam miserávelmente aprisionados, e apartando-se do caminho da iniquidade que haviam iniciado, guardaram depois conduta ajustada, virtuosa e santa, com o auxílio das misericordiosíssima Mãe de Deus, a cujo serviço se tinham consagrado nestas Congregações, e fortalecidos contínuamente com as práticas piedosas das mesmas Congregações, perseveraram até o fim felicíssimamente. Outros também, por mercê de sua afetuosa e precoce devoção à Mãe de Deus, se elevaram até os graus mais sublimes do amor divino; e abandonando com fortaleza e magnânimo coração os vão e passageiros bens e deleites deste mundo se retiraram ao mais santo e seguro estado de vida regular, donde, cravados pelos votos religiosas na Cruz de Cristo, se entregaram totalmente a sua própria perfeição e a trabalhar na salvação dos próximos.
Por todo o qual, se vê claramente com quão prudente e saudável acordo Nossos Predecessores os Romanos Pontífices outorgaram seu favor a estas Congregações, já desde o princípio delas, e para fomentá-las e propagá-las, cumularam se muitos e singulares privilégios e graças a seus Diretores e aos mesmos congregados...Nós mesmos, finalmente, que durante nossa juventude nos contávamos entre os congregados da Congregação da Assunção, ereta na Casa Professa da Companhia de Jesus em Roma(*), e que com grande susto e consolo espiritual freqüentávamos os piedosos exercícios da dita Congregação, julgamos pertencer a Nosso ofício pastoral fomentar e procurar generosamente com Nossa autoridade Apostólica tais Associações de sólida piedade, pelas que se fomenta a cristã virtude e se ajuda à salvação de tantos, como o dizemos pelo Nosso Breve de 14 de abril último, aprovado e confirmando todas as concessões e graças de Nossos Predecessores, e inclusive ampliando-as e extendendo-as...
E agora, para demonstrar mais e mais Nosso afeto, assim a estas piedosas Congregações, em que com proveitosos e louváveis exercícios de piedade se tributa a devida honra a Deus e à Santíssima Virgem, como também a nosso querido filho Francisco Retz(*), Prepósito Geral da Companhia de Jesus, e aos demais religiosos da mesma Companhia, cujos diligentes e constantes trabalhos para propagar por todo o mundo a integridade e a santidade da fé e unidade católicas, a doutrina e piedade cristãs, juntamente com o Nome Divino e o da Santíssima Virgem Maria, estimamos de grande modo, e aos que professamos singular e paternal afeto pela grande devocào que tem e não cessam de manifestar a Nos e à Santa Sé, queremos confirmar com nossa forá de autoridade Apostólica e também ampliar as concessões e graças precedentes.
Assim como a Congregação Primária progride pelo caminho da piedade com o título e sobre a proteção da gloriosíssima Mãe de Deus; assim também as demais Congregações que participam ou desejam participar das graças espirituais concedidas à Primária, afim de que, sobre o patrocínio e os auspícios da tão excelsa Virgem aproveitem em seus similares exercçiios de piedade, e que nisto de conheça sua união à Congregação Primária, como membros a sua cabeça, julgamos na verdade digno e conveniente decreto e estabelecer que, se houvesse alguma Congregação deste gênero nas igrejas, Casas, Colégios e Residências da companhia de Jesus que não tenha título da Bem-aventurada Virgem Maria, senão de algum outro santo, ou de outro gênero, haverá de eleger por Padroeira a Santíssima Virgem Maria com o título de algum Mistério ou festa sua, em união do Padroeiro ou título que antes houver escolhido ou em diante escolher. Assim poderá a dita Congregação no futuro usar e desfrutar das Indulgência e graças que tem sido concedidas pela Sé Apostólica à dita Congregação Primária à que deseja agregar-se ou está já agregadas...
Porque advertimos e exortamos no Senhor a todos e cada um dos congregados e empregados das Congregações que tratem de acrescentar, com novos méritos de uma total submissão e obediência, aquela tão recomendada, e para seu bem espiritual, tão proveitosa assiduidade e assistência que esperamos haverão de observar a estes piedosos atos de piedade da Congregação. E assim não somente não recusem obedecer com pronta e animada vontade aos mandamentos e conselhos do dito Prepósito Geral e dos particulares diretores designados por ele em todas as coisas que pertencem ao estado e governo das mesmas Congregações, senão que procurem guardar uniformidade nesse particular e cada um anime ao mesmo aos demais. E assim o dia para ganhar a Indulgência Plenária seja, enquanto seja possível, o mesmo que proponha em cada Congregação seu próprio Diretor.
 E sendo coisa bastante clara pelo dito anteriormente e por outras inumeráveis manifestações de Nossa vontade, e de Nossos Predecessores, como de coração desejamos que todos os fiéis cristãos e em particular os membros destas Congregações se preocupem em receber frequentemente os Santos Sacramentos da Eucaristia e da Penitência segundo o espírito da Igreja, e colham deles frutos verdadeiros e abundantes.
desejamos inculcar uma e outra vez aos mesmos congregados um costume utilíssimo e aprovado, a saber: que, assim como se lhes aconselha e muito acertadamente que se prepararem a ingressar na Congregação fazendo um a Confissão geral de toda a vida passada, assim também tratem de assegurar mais e mais sua reconciliação com Deus, a emenda da própria vida e o constante crescimento em todas as virtudes, recordando novamente com dor de coração, uma ou duas vezes ao ano, as culpas cometidas desde a última Confissão Geral ou desde o uso da razão, segundo a orientação de um prudente Diretor; detestando-as novamente com espírito sincero de arrependimento e com firme propósito de emenda e confessando-as a um ministro legítimo da Igreja; para que, renovados assim de tempo em tempo no fundo de sua alma, confirmados e robustecidos continuamente com novas graças e auxílios do céu, levem uma vida digna de seu nome de cristãos e própria de um congregado que se tem consagrado à Virgem; e fortalecidos com a frequente participação dos Divinos Sacramentos, se disponham a abraçar no céu os prêmios que lhes estão prometidos...
Por último, a todos e cada um dos congregados lhes desejamos recomendada com muito encarecimento a fraterna caridade, para que a guardem e exercitem continuamente, não somente com os demais congregados, senão também com todos os fiéis cristãos e, praticando assim sem cessar obras de piedade e misericórdia, ponha sua atenção nos preceitos em que se firma toda a Lei e os Profetas, nunca cessem de alegrar e ajudar a Igreja de Deus.

papa Bento XIV ( 1740-1758 )
Congregado mariano na CM Nsa. Sra. Anunciação e Ss. Pedro e Paulo ("Prima Primária"), Roma, Itália.

domingo, 17 de março de 2013

A Congregação Avança !


A Congregação Mariana do Colégio Romano foi favorecida em 1577 com indulgências concedidas pelo Sumo Pontífice. A Congregação se espalhava, e o bem que estava fazendo a Igreja, despertou no Geral da Companhia de Jesus, Padre Claudio Acquaviva, ele mesmo que já havia sido Diretor da Congregação Mariana do Colégio, de pedir ao Papa Gregório XIII para transformar a Congregação Mariana do Colégio Romano, em cabeça de todas as Congregações Marianas ou Prima Primária, isto é, mãe que possa comunicar com as demais a ela associadas os privilégios da indulgência. Isto foi feito pelo Papa na Bula Omnipotentis Dei, no dia 05 de dezembro de 1584. Outros Papas concederam poderes e privilégios, como a Bula Gloriosae Dominae do Papa Bento XIV, em sinal de honra especial a Mãe de Deus.
O crescimento das Congregações não se limitava a estudantes de colégios jesuítas. Outros também foram adicionados, que nunca tinha sido alunos jesuítas, homens de todas as vocações na vida. Logo havia Congregações dos padres, dos nobres, dos comerciantes, dos operários, dos funcionários, dos homens casados, de homens solteiros, de soldados, e assim por diante, cada um confinado a uma classe especial de pessoas, e todos filiados à Prima Primaria do Colégio Romano.

Interessante notar que nos 188 anos de existência das Congregações Marianas, a sua adesão permitia apenas ingresso em suas fileiras, aos homens. Foi somente em 1751 através do Papa Bento XIV que foi permitido nas Congregações Marianas, o ingresso de mulheres, casadas ou solteiras.   O resultado foi um grande aumento no número de membros. O que também aconteceu no ano de 1825, quando o Papa Leão XII concedeu que as Congregações marianas se filiassem a direção de outros sacerdotes que não fossem jesuítas.
As novas Congregações Marianas eram fundadas e agregadas a Prima Primaria. Deve ter se formado com a bondade e piedade vinte e cinco milhões de almas desde sua fundação até o ano de 1825. Havia homens eruditos e escritores como Pierre Corneille, Justus Lipsius, Jean Bolland; havia pintores como Peter Paul Rubens; havia pregadores como Jacques-Bénigne Bossuet, François Fénelon, Paulo Segnari, Louis Bourdaloue; havia magistrados, generais e ministros de Estado, como Visconde de Turenne, D. João da Áustria; houve contagem de duques e príncipes de sangue real, como Carlos-Emanuel de Sabóia-Nemours, Leopoldo I da Áustria, Albrecht Wenzel Eusebius von Wallenstein; havia reis e imperadores, bispos, arcebispos, cardeais e papas. No século XVII, sete Papas pertenceram às Congregações Marianas.
Em seu rol estão os nomes de muitos santos, entre os quais podem ser mencionadas: São Carlos Borromeu, o reformador zeloso de Disciplina da Igreja; São Francisco de Sales, Bispo de Genebra e doutor da Igreja; Santo Afonso de Ligorio, bispo, teólogo moral, Doutor da Igreja, fundador dos Redentoristas; São Camilo de Lellis, o padroeiro dos hospitais católicos; São Leonardo de Porto Maurício, o pregador eloquente franciscano; São João Batista de Rossi, São Vicente de Paulo de Roma; São Pedro Claver, o apóstolo negro; o irmão jesuíta humilde, Santo Afonso Rodriguez. Entre os santos canonizados recentemente podem ser numerados Madeline Sophie Barat, fundadora das Religiosas do Sagrado Coração de Jesus; Santa Julie Billiart, fundadora das Irmãs de Notre Dame de Namur; Santa Teresa de Lisieux, a Pequena Flor de Jesus; Santa Bernadette Soubirous, a quem Nossa Senhora, Rainha e Mãe de congregados, apareceu em Lourdes.
A Congregação não é uma mera organização de piedade. A primeira de suas regras deixa isso claro: a Congregação “é um grupo religioso que visa promover nos seus membros a devoção ardente, reverência e amor filial para com a Santíssima Virgem Maria. Através desta devoção, e com a proteção de tão boa Mãe, procura tornar os fiéis católicos, reunidos sob seu bom nome, sinceramente empenhados em santificar-se, cada um no seu estado de vida, como para a sua condição de vida permite, para salvar e santificar o próximo e para defender da Igreja de Jesus Cristo contra os ataques do maligno“.
Uma intensa devoção a Nossa Senhora, é a clara, característica do Congregado Mariano. Um zelo pela perfeição faz com que a prática regular dos Sacramentos, seja a glória da Congregação Mariana, que pede comunhão frequente aos seus membros. A principal regra da Congregação Mariana implica, no entanto, que o zelo pela santidade interior deve levar, também, ao trabalho pelo próximo. A Congregação Mariana bem organizada irá, então, com várias seções, cada uma dedicada a uma forma particular de apostolado, e cada um dos congregados escolhe a sua atividade, buscando nos melhores termos suas oportunidades e inclinações.
Assim, pode haver uma seção da Congregação cujos membros cuidam de sua capela e seu altar, ou que pode ser permitida para enfeitar os altares da igreja paroquial e cuidados para com os paramentos. Uma seção pode ser formada de membros que irão realizar a Hora Santa. Também útil, pode ser, um grupo voltado à promoção do Apostolado da Oração. Há uma vasta esfera de trabalho para aqueles que irão assumir a promoção de retiros fechados. A Conferência de São Vicente de Paulo deve ser trabalhada por todos os Congregados. Uma seção envolvida em visitar os doentes e os presos tem sido desde o início uma das atividades características das Congregações Marianas.
Mas a Congregação Mariana possui, na verdade, uma esfera muito ampla de trabalho. O cuidado da alimentação e roupas aos pobres; instrução catequética; ajudar na preparação para o Batismo, a Comunhão, a Confirmação; despertar a vocação ao sacerdócio ou à vida religiosa; trabalho em prol das Missões; um comitê de comunicação que irá elaborar os periódicos, o palco, o cinema, uma seção para os escritores ou a produção de peças de teatro, uma seção para médicos ou dentistas que vão dar os seus serviços para os pobres e católicos; uma seção que vai cuidar da habitação dos pobres e sem-teto – atividades estas e outras aguardam congregados que formarão seções de congregados ativos que são filhos dignos da Virgem Mãe, irmãos ou irmãs dignos de Cristo.

sábado, 16 de março de 2013

Apenas uma Sala de Aula


Em uma sala de aula do Colégio Romano, no ano de 1563, um jovem jesuíta belga, Padre João Leunis, é cercado por um grupo de meninos de energia aparentemente ilimitada. O Pai bom vê em seus olhos escuros um poder e um entusiasmo que, se inspirado e dirigido, pode fazer coisas imensas para Deus. Eles devem ser mantidos fora da corrupção do mundo. Ele lhes fala da abundância do coração.
Pe Leunis não está lá para ensinar-lhes somente as matérias colegiais, mas para coloca-los no amor de Deus e zelo pelas almas. Logo, os meninos ficam entusiasmados com cada palavra sua: “Eu posso, eu vou!” Tais eram os pensamentos que passam por suas mentes. Para ser um cavaleiro de Nossa Senhora, para ser digno dela, seu perpétuo escravo. E a Virgem Maria, uma estrela para guiá-los através das tempestades da vida. Eles se ajoelharam e consagraram-se a Nossa Senhora. Apenas uma simples sala de aula, apenas um padre jesuíta jovem, apenas um grupo de meninos, ainda, que a partir de pequeno ato de devoção, sem pompa ou circunstância, favorecem incalculáveis ganhos para milhões de almas!

Era o nascimento da Congregação Mariana. Espalharam-se por meio da Cidade Santa, em todos os países da Europa, reunindo sob a bandeira de Maria, reis, rainhas, imperadores, papas, santos: milhões de almas, cujos nomes permanecem sem registro através dos séculos, têm por mérito levar adiante por um entusiasmo esplêndido a consagração pessoal a Nossa Senhora. O jovem jesuíta e seus espirituosos alunos pouco imaginavam que naquela manhã do dia 25 de março do ano de 1563, estavam formando um dos apostolados mais duradouras e romântico de Deus para a salvação das almas.
Os primeiros congregados do colégio participavam da missa diária, confissão semanal e na comunhão no primeiro domingo de cada mês; faziam meditação da Palavra de Deus por meia hora e recitavam o Rosário na capela da faculdade depois das aulas. Este desenvolvimento da piedade pessoal deu frutos no trabalho visando à caridade, com o serviço aos pobres. Era o primeiro triunfo de Ação Católica. Mesmo em seu primeiro ano, também, a Congregação começou a dar um impulso particular à melhoria cultural, com a realização de reuniões literárias, que foram chamados de Academias. Nessas Academias foram produzidas peças curtas, e debates sobre temas nem sempre religiosos.
Eduardo Caridade

sexta-feira, 15 de março de 2013

O Crescimento da Prima Primária

Os artigos anteriores vimos como a Prima Primaria foi fundada pelo Padre Leunis no ano de 1563, com os seus alunos doCollegium Romanum, que eram as classes iniciantes do Colégio.

Por volta do ano de 1569, o corpo da Congregação aumentou e foram obrigados a fazer divisões, por idade e nível escolar. Os mais antigos do grupo ficaram na Prima Primaria e os mais novos na Prima Secunda.

O decreto da Congregação encontrado na Regra de Vida, no ano de 1574 afirmava: “Para o melhor serviço de Deus, foi considerado conveniente e necessário que as duas Congregações e Academias[1] de nosso colégio, chamado de Sênior e Júnior, deve ser inteiramente separados não, quanto ao vínculo de caridade, mas como toca seu governo, ou seja, que não depende do outro de alguma forma, devido aos mais antigos serem alunos de Teologia e Filosofia, e os mais novos de Humanidades e Retórica“. A Congregação Sênior era para aqueles com mais de 18 anos de idade, o Júnior para aqueles com menor idade.

No ano de 1591, ou seja, 17 anos depois da criação da Prima Secunda, o número de congregados aumentou e foi obrigada a criação da Prima Tertia. A partir de 1593, a idade para ingressar na Prima Primaria passou para 21 anos. Do Regulamento de 1595 (nº 39) afirmava que todos os membros da Prima Secunda deve se juntar aos membros da Prima Primaria ao completar a idade de 21 anos. Neste ano ainda, com maior numero de congregados, uma quarta divisão ocorreu e, assim, por um tempo havia Quatro Primarias. Mas, estaPrima Quartus, que não durou muito.

A Prima Secunda continuou a existir até 1667. Ela havia sido criada para uma atividade prática, ou seja, distribuir melhor os membros da congregação mariana, devido ao grande número de congregados da Prima Primaria, que estava se reunindo com grande dificuldade. Mas, perante a queda de adesão aSecunda e com a criação de uma Capela Maior para os congregados marianos, o Padre Geral decidiu pela extinção da Prima Secunda. Desta forma, os membros da Prima Tertia, quando chegava o tempo, eram admitidos direto naPrima Primaria. Após esta fusão, todos os bens, registros e móveis foram transferidos a Prima Primaria.

No dia 29 de maio do mesmo ano, o padre diretor: Bernadine Cruvagin, trouxe as relíquias dos mártires, Ss Vito e Teodoro para o altar da Capela da Prima Primaria. As relíquias foram transferidas solenemente para a Capela e o aniversário foi marcado todos os anos pela recitação do Ofício dos Santos Mártires e esses santos invocados em todas as reuniões da Congregação como os protetores celestiais da Congregação Mariana. Em 22 de julho, a idade para a transferência dos membros da Tertia para a Prima Primaria foi fixado em 16 anos.

Em 1692, um decreto da Prima Primaria estabeleceu o costume de convidar os membros da Tertia ao Panegírico da Anunciação de Nossa Senhora: “… para mostrar a união das duas Congregações, naquele dia, que eles são um o mesmo corpo, embora dividido em razão da idade”. Nesta data, consta nos registros, que era costume o Prefeito (Presidente) da Tertia, sentar-se com o Prefeito da Prima Primaria e seus respectivos Assistentes no banco do altar na Capela da Prima Primaria.

Quando a Companhia de Jesus foi suprimida em 1773, uma comissão de três cardeais assumiu o comando do Collegium Romanum. Eles decidiram suprimir a Prima Tertia, apesar de vários esforços da Prima Primaria. Eles convidaram os congregados da Tertia a vir participar da Prima Primaria, mas apenas uma parte dos membros da Tertia veio se juntar a eles. Assim, a Prima Primaria foi deixando ‘filhos‘ no Collegium Romanum.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Os Primeiros Congregados

No livro, História da Companhia de Jesus, de autoria do Padre Francesco Sacchini,SJ (…±1625), são retiradas algumas anotações, que são de grande valia aos congregados marianos de hoje, para refletirem, quatrocentos e cinquenta anos depois, nas suas congregações, como foi a nossa fundação no CollegioRomano.

Afirmava o Pe. Sacchini: – No ano em que estamos neste momento envolvidos [1563] um Pio Sodalício havia começado entre os alunos de João Leunis, um Mestre belga, que lecionava entre os alunos da classe mais baixa, ou seja, aqueles que estavam iniciando os estudos. Acima destes, vinham os alunos da Retórica, contados entre os das classes mais altas.

Assim, os membros das classes mais baixas que tinham um desejo especial para unir a piedade com os estudos literários começaram a se encontrar todos os dias, em seus horários de folga, em uma das salas de aula. Onde, tinham um altar lindamente decorado. Todos empenhados em oração por algum tempo, a partir de uma leitura de um livro de piedade que possuíam. Aos domingos e feriados, eles cantavam as Vésperas na forma regular eclesiástica com canto moderado. Essa foi à origem das Congregações Marianas que, mais tarde, irão se dedicar à Virgem Maria, em particular, e formados de acordo com regras estabelecidas, irão se espalhar por todo o mundo para o bem da juventude e outros.

Em 1566, havia 935 alunos no Collégio Romano. Neste ano, ou seja, três anos após a criação do sodalício (congregação mariana), cerca de 250 alunos já haviam participado deste grupo criado pelo Pe. Leunis. Tendo em conta que os alunos nesse período no Colégio terminavam as classes mais baixas, já com 16 anos de idade, parece provável que os primeiros membros da Congregação foram amplamente meninos entre as idades de 9 e 16 anos.

Agora, o grupo da Congregação não é perfeitamente mantido nos primeiros anos, mas “cerca de 70” dos congregados que tinham sido membros no primeiro ano, se mantiveram firmes. A lista inicial contém nomes de 51 congregados. No entanto, mais 28 nomes, foram acrescentados. E estes parecem ser a primeira admissão de membros, da congregação mariana, que ocorreu no ano de 1564.

O primeiro prefeito (presidente) foi o Marquês de Tibério Massimi, quatro vezes prefeito. Entre os primeiros membros, registramos os alunos Marian, mais tarde Cardeal, Pierbenedetti e Celso, mais tarde Bispo, Paci, os dois foram prefeitos em 1575. Também nessa lista constam Otávio Accoramboni e Guarnerius Trotti, ambos se tornaram bispos, e Fabius Fábios, que mais tarde, ocupou cargos importantes na Sociedade de Jesus, exceto o generalato, os alunos Croce Luís, João Francisco Contardo, Hipólito Voglia e Hannibal Terzi, se tornaram sacerdotes jesuítas. Outros 13, entraram no clero diocesano, mas deve-se afirmar que o Collegio Romano não era um colégio para estudantes clericais. Balthasar Vergari tornou-se um médico e os três membros da família Pamphili, como os restantes 48 congregados pioneiros, mantiveram-se no mundo todas as suas vidas.

O então diretor, padre Prosper Malavolta, escreveu ao Secretário da Companhia de Jesus em 14 julho de 1564, o seguinte: “Como já fiz menção da piedade de nossos alunos, vou acrescentar que uma boa parte deles, especialmente das classes mais baixas, fundaram uma sociedade e quero coloca-los sob o patrocínio da Virgem. Possuem um regra, que é de se confessarem em cada semana e participarem da comunhão geral no primeiro domingo de cada mês. Eles participam das missas diariamente, e recitam orações a Nossa Senhora. Após as aulas, que terminam no final da tarde, eles se reúnem em uma capela que eles têm no Colégio e de joelhos meditam por uma hora e meia, em seguida, refletem sobre o que fizeram naquele dia. Na Capela do mesmo, mas mais magnificamente adornado, eles cantam, nos dias de festa, a Missa e Vésperas com um tipo agradável de música, ouvem sermões e fazem visitas aos pobres e visitam as relíquias dos santos para ganhar as indulgências“.

No início cerca de 70 alunos, todos meninos, entraram para a Congregação. Para garantir o sucesso, sob o favor de Deus, um dos Padres do Colégio esteve à frente da Congregação por todo tempo. Eles elegem um prefeito (presidente) entre os membros com maior conhecimento e mais velho. Seu primeiro dever é escolher 12 chefes de divisão e dar-lhes encargos, tantos quanto forem necessários a Congregação, para evitar, na medida do possível, qualquer conduta indigna ou negligência nos estudos.

Eduardo Caridade

quarta-feira, 13 de março de 2013

A Prima Primária (Parte 2)

Com a morte de Santo Inácio em 31 de julho, a Congregação Geral reunida na mesma casa do noviciado, necessitou que transferisse João Leunis, para continuidade de seus estudos no noviciado, na cidade de Perugia (Itália), onde assumiu os estudos acadêmicos. Em 22 de maio de 1557, ele escreveu ao Secretário da Companhia de Jesus, solicitando para ser enviado em missão para a Índia, para continuar o trabalho missionário de São Francisco Xavier, que tinha morrido nas Ilhas Sanchoão (China) em 03 de dezembro de 1552. Mas não obteve sucesso.

Na Perugia, provavelmente veio a conhecer os “grupos de devoção mariana“, cujos membros exercem “virtudes reais” e, são assíduos na Comunhão em dias de preceito, fazem agradecimento, passam uma hora em conversa piedosa e, recitam as “vésperas”, em grupo, realizam obras de caridade, como visita aos doentes; concedem esmola aos necessitados, dão hospitalidade aos peregrinos, reconciliam inimigos, estimulavam os negligentes e promoviam o culto divino.

Foram advertidos de que “fariam progressos nos caminhos de Deus, na medida em que eles fugissem das ocasiões de pecado, estavam cheios do amor de Deus e de dedicação à Virgem Maria“.

Em 04 de outubro de 1557, o reitor em Montepulciano (It), onde São Roberto Belarmino conheceu os jesuítas, recebeu notificação de que Leunis estava vindo para estudar e com a intenção de no próximo ano ser encaminhado para a Índia, como ele deseja.

Em Montepulciano, Leunis se tornou procurador de casa por um tempo curto. Mas no início de 1559, foi enviado a Paris para os estudos superiores. Em meados de 1560, ele acompanhou cinco alunos enviados a Roma, onde lhe foi dado um cargo de professor no Colégio Romano. Por volta de 1561, ele é registrado como um dos professores de gramática e, em 1563, quando o Prima Primaria foi fundada, ele estava com 27 anos de idade e sete anos e meio na Companhia de Jesus e como recém-ordenado, agora é chamado de “pai” pela primeira vez.

Após este tempo, Pe. Leunis retornou a Perugia (It) e, em 1567, foi nomeado prefeito da faculdade, em Paris (Fr), onde permaneceu por dois anos, fundou uma Congregação Mariana. Em 1569, transferido para a Faculdade de Billom (Fr), onde estabeleceu outra Congregação Mariana. Em 1572 em retorno a Paris, foi recomendado por São Francisco de Borja, para promover as Congregações Marianas naquela cidade. Em 1580, foi nomeado para Turim (It), onde se dedicou com muito carinho para com os pobres e os doentes.

Pe. Leunis morreu em Turim, em 19 de novembro de 1584 com 48 anos de idade, excepcionalmente amado e estimado pelo povo, apenas 16 dias antes de sua Congregação Mariana do Colégio Romano ser nomeada, “Mãe e Cabeça” de todas as Congregações Marianas em todo o mundo pela Bula do Papa Gregório XIII “Omnipotentis Dei”, no dia 5 de dezembro.Eduardo CaridadeCongregado mariano

terça-feira, 12 de março de 2013

A Prima Primária (parte 1)


Após o contexto do século XVI, conforme artigo anterior, com as diversas mudanças que estavam ocorrendo no mundo, onde se destacaram a criação da Companhia de Jesus e o Advento do Concílio de Trento para renovar a Igreja perante a onda protestante, surge a primeira Congregação Mariana, fundada no Colégio Romano da Companhia de Jesus, em 1563, peloPadre João Leunis,SJ, para os alunos desse colégio. Para isso foram concedidas indulgências e privilégios vários.

Os Papas agregam para si Associações de fiéis, Movimentos e outras iniciativas para o bem da Igreja e com isto comunicam indulgências e privilégios. Agregam Congregações Marianas por serem devotos de Nossa Senhora. Daqueles que eram membros da Prima Primária, podemos citar o Papa Clemente X (…±1670), que Detinha fama de costumes sóbrios e de ser “incorruptível”; Papa Clemente XI (…±1721), pontífice da Conciliação, Viveu, entretanto, numa época ingrata, devido a guerra ocasionada pela disputa da coroa do falecido Carlos II da Espanha; Beato Pio IX (…±1878), que em 8 de dezembro de 1854, proclamou o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria como sendo um dogma de fé da Igreja através da encíclica Ineffabilis Deus; Papa Leão XIII (…±1903), escreveu a Rerum Novarum, a Carta Encíclica sobre as Condições dos Operários em 15 de maio de 1891.

No entanto, o fundador da Congregação Mariana é diferente. Para nós, triste, talvez, dizer o nome do padre João Leunis,SJ, é simplesmente um nome e nada mais. Não vamos perguntar por que é. Cada um de nós pode encontrar uma resposta igualmente satisfatória. Suficiente dizer que é a ele que devemos a nossa identidade de congregados marianos, mas para ele, servir a Nossa Senhora na obscuridade era recompensa suficiente.

Em 03 de maio de 1556, exatamente 7 anos antes da edificação da Primeira Congregação Mariana, João Leunis apresentou-se a Santo Inácio em Roma, buscando admissão na Companhia de Jesus. Cabe lembrar que Santo Inácio de Loyola veio a falecer no dia 31 de julho do mesmo ano.

No Livro de Registro do Noviciado, consta que João Leunis Fleming, da Diocese de Liége (Bélgica), chegou para o noviciado em 18 de junho de 1556, foi examinada como um Indiferente, considerado livre de impedimento. Declarou-se pronto para tudo que lhe fosse proposto no exame. Trouxe com ele uma roupa nova de material branco grosseiro, uma camisa muito velha, um chapéu de feltro preto, já muito desgastado, um par de velhos sapatos rasgados de couro curtido e um pequeno livro de oração a Nossa Senhora.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Congregação Mariana 450 anos

Caríssimos leitores iniciamos hoje uma série em comemoração aos 450 anos das Congregações Marianas, no próximo dia 25 comemoramos os 450 anos da Congregação Mariana de Roma, Chamada Prima Primária, a partir dela surgiram todas as outras Congregações pelo mundo.

NO TEMPO DA PRIMA PRIMÁRIA

Neste primeiro passo, queremos destacar os principais acontecimentos na Igreja, que marcaram a época da criação da Prima Primária.

O século XVI foi o século da conquista rápida, da evangelização e organização colonizadora da América, o mundo estava em transição: nas artes, nos pensamentos, nos costumes, esta expansão se refletia na literatura. Novas portas se abriam ao ser humano, o mundo estava para ser conquistado e desfrutado.
Acende-se o fogo de uma revolução dentro do cristianismo, a Reforma Protestante, cuja questão central foi à relação entre fé e obras. A Igreja convoca o Concílio de Trento, em 1545, que por várias vezes será interrompido até sua conclusão em 1563, onde será definida a identidade católica no conjunto do cristianismo.

No ano de 1563, um verdadeiro renascimento e não contra-reforma acontece na Igreja Católica, uma força que a faz subir para luz e para a vida, uma força cujo nome é graça. Não se propunha aparar as críticas dos luteranos. A verdadeira reforma não se operou contra um inimigo, mas em favor de Deus, em favor de Cristo, em favor da mais autêntica fidelidade.
O Concílio de Trento ao terminar já mostrava a reconquista católica, que foi reforçada pela criação, em 1540, da Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada pelo espanhol Inácio de Loyola. A Companhia de Jesus transformou-se num verdadeiro “exército” em defesa da manutenção dos princípios católicos e da evangelização na Europa, na Ásia e nas Américas.
Homens que rezavam e meditavam juntos, estudavam a Escritura e os Padres da Igreja: mais do que reformar (renovar) a Igreja, o que os preocupava é reformarem-se a si mesmo e preparar neles mesmos a terra fecunda em que cresce a semente de Cristo. Nada melhor que o exemplo da Companhia de Jesus, pois a renovação que tiveram começado por realizar em si próprios é a que passará para as instituições e de lá se propagará.
Século XVI um dos mais belos da história cristã, onde o espírito humano crepita por toda parte em fulgores de inteligência e gênio, a alma humana irradia também exaltações sublimes, atos de fé, de esperança e de caridade. E, este fenômeno espiritual que, por meio da pressão exercida sobre os chefes da Igreja, determinará a reforma nos costumes, nas instituições, no ensino da doutrina.
Dentre as almas místicas desta renovação da Igreja, cujo fim primário, é conhecer a Deus, para mais amá-lo e servi-lo, destaca-se Inácio de Loyola com os Exercícios Espirituais, que seria um dos grandes meios de que serviriam numerosos mosteiros para se reformarem e desenvolverem entre os seus membros a vida de oração.
Esta ambientação nos prepara para o surgimento da Primeira Congregação Mariana, grupo que se caracterizava por uma rigorosa seleção de seus membros e o cuidado na sua formação.

Eduardo Lopes Caridade 

Fonte:Matos, H.C.J. Caminhando pela História da Igreja – Volume II. Editora O Lutador. Belo Horizonte, 1995;Rops, D. A Igreja da Renascença e da Reforma (II). Quadrante. São Paulo, 1999.Pe. Maia, P.A. História das Congregações Marianas. Edições Loyola. São Paulo, 1992.VV.AA, As Congregações Marianas do Brasil, 3ª Edição. Edições Loyola. São Paulo, 1994.