Mostrando postagens com marcador Exercicios Espirituais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exercicios Espirituais. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de agosto de 2015

TRÊS MODOS DE ORAR

1° modo de orar: sobre os Dez Mandamentos, os sete pecados capitais, as três potencias da alma e os cinco sentidos corporais. Este modo de orar é mais dar forma, modo e exercícios pelos quais a pessoa se prepare e aproveite para que a oração seja aceita, do que apropriadamente uma forma ou modo de orar.
Primeiro: faça-se o equivalente à 3° adição (n° 224) da segunda semana: antes de entrar em oração, repouse um pouco o espirito (n° 225) , sentando ou passeando, como melhor lhe parecer, considerando aonde vou e para que. Esta mesma adição se fará no princípio de todos os modos de orar.
Oração: uma oração preparatória, pedindo a Graça de Deus Nosso Senhor para que possa conhecer no que faltei nos Dez Mandamentos. (2) também pedir graça e ajuda para me emendar de agora em diante, suplicando perfeita inteligência deles para melhor observá-los e para a maior glória e louvor de sua Divina Majestade.
No 1° modo de orar, convém considera e pensar no 1° mandamento: como observei, em que terei faltado, tomando normalmente o tempo de quem diz 3 “Pai- nossos” e 3 “Ave Marias”. Se neste tempo, acho faltas minhas, pedir desculpas e perdão por elas, e dizer um “Pai – Nosso”. Do mesmo modo se proceda em cada um dos dez mandamentos.
1° nota:  quando alguém começa a pensar num mandamento no qual não costuma ter pecado, não é preciso que se detenha tanto tempo. Mas se acha em si que mais ou menos vezes tropeça naquele mandamento, deve mais ou menos tempo deter-se na consideração e investigação dele. E o mesmo se observe a respeito dos pecados capitais.


2° nota: depois de terminar de percorrer todos os mandamentos, como se disse, acusando-se das faltas e pedindo graça e ajuda para emendar-me para o futuro, conclua-se com um colóquio a Deus Nosso Senhor, segundo o assunto proposto.
Segundo: sobre os pecados capitais, depois da adição, faça-se a oração preparatória, da forma que foi dita. Mude-se apenas o assunto: aqui os pecados que se hão de evitar. Antes eram os mandamentos que se deveriam observar. Do mesmo modo se guarda a ordem  e regra que se disse no colóquio.
Para melhor conhecer as faltas cometidas quanto aos pecados capitais, olhem-se os seus contrários. Desse modo, a pessoa proponha e procure, para melhor evita-los, adquirir e manter, por meio de santos exercícios, as ete virtudes a eles contrárias.
Terceiro: sobre as potencias da alma, nas 3 potencias da alma se guarde a mesma ordem e regra que nos mandamentos, fazendo-se sua adição, oração preparatória e colóquio.
Quarto: sobre os cinco sentidos corporais, quanto aos 5 sentidos corporais, mantenha-se a mesma ordem, mudando o assunto.
Nota: quem quiser imitar Cristo Nosso Senhor no uso dos seus sentidos encomende-se a sua divina majestade na oração preparatória. Tendo considerado um sentido diga uma “Ave- Maria” e um “Pai Nosso”. Quem quiser imitar Nossa Senhora no uso dos sentidos encomende-se a ela na oração preparatória, para que alcance para tanto graça de seu Filho e Senhor Nosso. Tendo considerado diga uma “Ave- Maria”.
-----------------------------------------------------------------

2° modo de orar: contemplando o significado de cada palavra da oração.
Adição: a mesma do 1° modo de orar.
Oração: a oração preparatória se fará conforme a pessoa a quem se reza.
A pessoa, de joelhos ou sentada, segundo a disposição e que se encontrar e mais devoção a acompanhar, tendo os olhos fechados ou fixos num lugar, sem divagar com eles, diga “Pai”. Permaneça na consideração desta palavra tanto tempo enquanto ela encontrar significações, comparações, gostos e consolação em considerações pertinentes a esta palavra. Do mesmo modo proceda em cada palavra do “Pai-Nosso” ou em outra oração que reza conforme este modo.
1° regra: fique, como disse, uma hora inteira no Pai-Nosso todo. Quando concluir diga uma “Ave Maria”, “Credo”, Alma de Cristo” e “Salve Rainha”, vocal ou mentalmente, segundo costumar.
2° regra: se quem contempla o “Pai- Nosso” achar uma palavra ou duas tão bom assunto em que pensar, com gosto e consolação, sem cuidar de ir adiante, ainda que termine a hora no que encontra. Concluindo, dirá o resto da oração de maneira habitual.
3° regra: se a pessoa se deteve numa o duas palavras do “Pai- Nosso” durante a hora inteira, querendo noutro dia retomar a oração, diga a referida palavra, ou as duas, como costuma. Comece a contemplar na palavra que se segue, segundo o que disse na 2° regra.
1° nota: tenha-se presente que, terminado o “Pai- Nosso” em um ou muitos dias, faça-se o mesmo com a “Ave- Maria”, e depois com as outras orações de forma que se exercite em cada uma delas por certo tempo.

2° nota: terminada a oração, dirija-se brevemente à pessoa a quem orou, pedindo as virtudes ou graças que sente mais necessitar.
----------------------------------------------------------------------------------
3° modo de orar: por compasso.
Adição: a mesma do 1° e 2° modos de orar.
Oração: oração preparatória seja a do 2° modo de orar.
Terceiro modo: em cada inspiração ou expiração, orar mentalmente, dizendo uma palavra do “Pai- Nosso” ou de outra oração, de modo que só se diga uma palavra entre uma respiração e outra. No intervalo de uma e outra, olhe-se principalmente a significação desta palavra, ou a pessoa a quem se reza, ou a sua própria baixeza, ou a diferença entre tanta altura e tanta baixeza. Segundo a mesma forma e regra, procederá conas outras palavras e com as outras orações, segundo o costume.
1° regra: em outro dia e hora que quiser orar, dia a “Ave Maria” por compasso e as outras orações, segundo costuma, e continue assim por diante.
2° regra: quem quiser demorar-se mais na oração por compasso, pode dizer todas as orações que foram ditas, ou parte delas, mantendo-se a mesma ordem no respirar compassadamente, como está explicado.

Exercícios Espirituais n° 238 – 260- Santo Inácio de Loyola

domingo, 21 de junho de 2015

Exercícios Espirituais: EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA SE PURIFICAR E MELHOR SE CONFESSAR


Pressupondo que há em mim três pensamentos. A saber:
- o meu próprio, que provém simplesmente de minha liberdade e querer;
- e outros dois, que vem de fora: um proveniente do bom espírito e outro do mau.

O pensamento

            Há dois modos de merecer por ocasião de maus pensamentos que vem de fora:
1°- por exemplo, vem um pensamento de cometer pecado mortal. Resisto prontamente e ele fica vencido.
2°- o segundo modo de merecer sucede quando me vem aquele mesmo mau pensamento e eu resisto. Ele volta a vir uma e outra vez, e eu sempre resisto, até que ele se retire vencido. Este segundo é mais meritório que o primeiro.
            Peca-se venialmente quando vem o mesmo pensamento de cometer pecado mortal e se lhe dá atenção, demorando-se por um pouco nele; ou dele recebendo alguma satisfação sensual; ou sendo um tanto negligente em repelir este pensamento.
            Há dois modos de pecar mortalmente:
1°- quando a pessoa consente no mau pensamento, querendo logo agir como consentiu, ou desejando, se possível, pô-lo em prática.
2°- quando se pratica aquele pecado mortal. Este modo é mais grave por três razões: pela maior duração, pela maior intensidade e pelo maior dano às pessoas.

A palavra

            Não jurar nem pelo Criador, nem pela criatura. A não ser com verdade, necessidade e reverência.
            “por necessidade” entendo não quando se afirma por juramento qualquer verdade, mas quando é de alguma importância para o proveito espiritual ou corporal ou dos bens materiais.
            Entendo haver reverencia quando a pessoa presta honra e o respeito devidos ao pronunciar o nome do seu Criador e Senhor.
            Quando juramos sem necessidade, pecamos mais jurando pelo Criador que pela criatura. Advirta-se que é mais difícil jurar corretamente com verdade, necessidade e reverência pela criatura do que pelo Criador, pelas seguintes razões:
1°- quando juramos por alguma criatura, visto que apenas nos referimos a uma criatura, não ficamos tão atentos e precavidos para dizer a verdade com necessidade, como quando nos referimos ao Criador e Senhor de todas as coisas.
2° - quando juramos pela criatura, não é tão fácil ter reverencia e acatamento para com o Criador, como quando juramos invocando o próprio Criador e Senhor. Pronunciar o nome de Deus nosso Senhor supõe mais acatamento e reverencia do que pronunciar o nome da criatura.
            Por isso, é mais admissível que os perfeitos jurem pela criatura do que os imperfeitos. Pois os perfeitos, graças à assídua contemplação e iluminação do entendimento, consideram, meditam e contemplam mais como Deus nosso Senhor está em cada criatura, segundo sua própria essência, presença e poder. Sendo assim, quando juram pela criatura, estão mais aptos e dispostos a ter acatamento e reverencia para com o seu Criador e Senhor do que os imperfeitos.
3°- quando juramos frequentemente pela criatura, há maior risco de idolatria para os imperfeitos do que para os perfeitos.
            Não dizer palavra ociosa, isto é, palavra que não traz proveito nem para mim. Nem para o outro, nem tem esta intenção. Nunca é ocioso falar acerca de tudo o que tem proveito ou intenção de ajudar espiritualmente a si ou a outra pessoa; ou ser útil ao corpo e aos bens materiais. Também não é ocioso conversar sobre assuntos estranhos a seu estado, como no caso de um religioso que trate de guerras ou de comercio.
            No entanto, em tudo o que foi dito acima há merecimento em ordenar bem para um fim honesto. E há pecado quando tem um fim mau, ou se fala sem necessidade.
            Nada dizer que difame ou desacredite. Com efeito, se revelo um pecado mortal que não é publico, peco mortalmente. Se revelo um pecado venial, peco venialmente. Se manifesto um defeito, demonstro em defeito próprio. Mas, se a intenção for boa, pode-se falar em pecados ou faltas alheias de dois modos:
1°- quando for pecado público. Por exemplo: falar de uma prostituta publica, ou de uma sentença dada em juízo, ou de um erro público que contamina as pessoas com quem falamos;
2° quando se revela a alguém um pecado oculto, para que ajude o pecador a se levantar, se há esperanças ou razoes fundadas para tanto.

A obra

            Considerando-se os dez mandamentos, os mandamentos da Igreja e as determinações dos superiores, tudo o que se pratica contra uma destas três matérias é pecado, maior ou menos conforme a sua importância.
            Entendo por determinações dos superiores, por exemplo, as normas da autoridade da Igreja em favor da paz, dando indulgencias aos que se confessam e recebem o Santíssimo Sacramento. Pois não pouco se peca agindo ou levando alguém a agir contra tão piedosas exortações e determinações de nossos superiores.
   
MODO DE FAZER O EXAME GERAL: CONSTA DE CINCO PONTOS

1°- das graças a Deus, nosso Senhor, pelos benefícios recebidos;
2°- pedir graça para conhecer os pecados e rejeitá-los
3°- pedir as contas de si mesmo, repassando o período desde o momento de se levantar até o exame presente, hora por hora ou período por período. Primeiro dos pensamentos. Depois das palavras e, finalmente dos atos. Usar a mesma ordem indicada no exame particular;
4°- pedir perdão a Deus nosso Senhor pelas faltas;
5°- fazer o propósito de se emendar com a sua graça. Rezar o Pai-nosso.

CONFISSÃO GERAL E COMUNHÃO

            Para quem quiser voluntariamente fazer a confissão geral, há três vantagens, entre muitas outras:
1°- quem se confessa todos os anos não está obrigado a fazer confissão geral. Há, porém, maior aproveitamento e mérito em fazê-la por causa da maior dor que experimenta agora a respeito de todos os pecados e malícia da vida inteira;
2°- nestes Exercícios espirituais os pecados e suas malícias são mais interiormente conhecidos pela pessoa do que quando ela não se dedicava tanto ás coisas interiores. Se conseguir agora maior conhecimento e dor dos pecados, terá maior proveito e mérito do que antes;
3°- em consequência, como a pessoa está mais bem confessada e disposta, encontra-se mais apta e preparada para receber o Santíssimo Sacramento. A comunhão não somente ajuda para que não caia em pecado, mas também para que se conserve no aumento da graça. É melhor fazer essa confissão geral imediatamente após os exercícios da primeira semana.


Fonte: Exercícios espirituais, (n° 32 – 44), Santo Inácio de Loyola

sábado, 20 de junho de 2015

Exercícios Espirituais: EXAME PARTICULAR E COTIDIANO EM TRÊS TEMPOS, EXAMINANDO-SE DUAS VEZES

Fonte: Exercícios Espirituais, (n° 24-31) Santo Inácio de Loyola

Primeiro Tempo

            Logo de manhã, ao levantar-se, deve a pessoa propor-se evitar cuidadosamente aquele pecado ou defeito particular do qual se quer corrigir e emendar.
Segundo Tempo

            Depois da refeição, pedir a Deus Nosso Senhor, o que quer. Neste caso a graça de recordar-se quantas vezes caiu naquele pecado ou defeito particular e de emendar-se para o futuro.
            Portanto fazer o primeiro exame: pedir as contas de si próprio sobre o ponto particular proposto, do qual se quer corrigir e emendar.
            Percorrer o tempo que passou desde o momento em que se levantou até o do presente exame, hora por hora ou período por período; Marcar na primeira Linha, tantos pontos quantas vezes caiu no tal pecado ou defeito. Em seguida, proponha novamente emendar-se até o momento do segundo exame.
Terceiro Tempo

            Depois da refeição da noite, fazer o segundo exame, hora por hora, desde o momento do primeiro exame até o presente momento. Anotar então, na segunda linha, tantos pontos quantas vezes incorreu no tal pecado ou defeito particular.


QUATRO ADIÇÕES PARA ELIMINAR MAIS RAPIDAMENTE AQUELE PECADO OU DEFEITO PARTICULAR.
1° Adição

            Cada vez que a pessoa cair em tal pecado ou defeito particular, ponha a mão no peito, arrependendo-se de ter caído. O que se pode fazer sem chamar atenção, até mesmo diante de muita gente.

2° Adição

            A primeira linha significa o primeiro exame; a segunda, o segundo. Por isso, à noite, observar se houve melhora do primeiro para o segundo exame.

3° Adição

            Comparar o segundo dia com o primeiro, isto é, os dois exames do dia presente com os do dia anterior. Observar se houve melhora de um dia para o outro.

4° Adição
            Comparar uma semana com a outra. Observar se na semana presente houve melhora em relação à anterior.
Nota: deve-se notar que o Primeiro “G”, maiúsculo, que se segue, significa o Domingo; o segundo, minúsculo, a segunda-feira; o terceiro, a terça-feira; e assim por diante.

G
                             



g

g


g

No exemplo acima a letra "G" representa o pecado da Gula.

                          





quarta-feira, 6 de maio de 2015

Exercícios Espirituais

Aconteceu entre os dia 30 de abril e 3 de maio, os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola promovidos por nossa Congregação. Conforme nossa Regra de Vida todos os congregados são obrigados a fazer os exercícios ao menos uma vez ao ano, este ano participaram 50 exercitantes entre Congregados e Convidados.
Os Exercícios foram dirigidos pelo Rev. Pe Renato Leite, da Diocese de Santo Amaro SP  e também contou com a presença dos membros da Futura Congregação Mariana Nsra da Conceição e São José da mesma diocese.