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domingo, 13 de setembro de 2015

A Beleza da Arte Sacra



Nos dias de hoje onde o homem moderno busca de imediato as soluções práticas da vida, esquecendo se assim de parar para viver, perdendo totalmente o sentido que ao longo de seus dias e, do acumulo de prazeres terrenos, ele mesmo se esvai pelos seus dedos. A pressa em obter o que se deseja, faz com que desperdiçamos a Verdade, princípio do bem pessoal e comum que devia ser a ordem natural ao reger nossa vida, aquilo que é Bom e que tantas vezes trocamos pelo supérfluo e vão, e a Beleza que, ultimamente tem ficado invisível aos nossos olhos, quando não a contemplamos de fato.

"Juízo Final" - Capela Sistina - Michelangelo


Na realidade o prazer que se experimenta no conhecimento do belo tem sentido somente quando as coisas belas são também verdadeiras e boas. De fato, gostamos dos originais, temos apreço pela beleza, não das imitações, gostamos de coisas boas, não das más.



O belo implica uma forma que desperte admiração, o bem se refere a vontade, aquilo que atrai. Assim se desperta alegria no conhecimento: algo que nos alegra, nos atraia e também nos leva a conhecer o bem e a praticá-lo.



S. Agostinho soube interpretar com expressões incomparáveis: ‘Tarde vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde vos amei!’(n.16). Assim a Arte é vocação para criar a beleza, para atrair o conhecimento, e mostrar a verdade.

“A arte é fundamental. A razão sozinha, como se exprime na ciência, não pode ser toda a resposta do homem à realidade e não é capaz de expressar tudo o que o homem pode, quer e deve exprimir. Penso que Deus pôs isso no homem. A arte é, com a ciência, o maior dom que Deus deu ao Homem." disse, certa vez, Bento XVI.
 
A Arte Sacra mostrar como principal meio de criação humana para render culto a Deus. Nela o próprio Criador pode aceitar o sacrifício, e ao mesmo tempo usá-la para dispensar os bens celestes, na economia da salvação em Jesus Cristo. A Igreja sabiamente tem como caminho de evangelização a utilização da Arte Sacra ao longo dos séculos, seja na arquitetura citada como “catequese viva” por S. João Paulo II, quanto nas alfaias (paramentos e objetos litúrgicos), sem esquecer-se da música sacra e demais expressões. Tudo ressoa a Verdade da fé.


"Bom Pastor" - Grafite Sobre Canson - Rodolfo Cristiano


O Artista, então se torna participante do plano de Deus também na criação, onde seu talento e conhecimentos devem ser postos a prova para atrair, para revelar e gerar contemplação do que é Belo, Bom e Verdadeiro. Assim, o artista sacro, por sua condição particular, não pode ser outra coisa senão um verdadeiro cristão, que vive sua própria vocação artística em constante oração.







Rodolfo Cristiano, C. M.

Artista Sacro e Administrador do Blog: Khristianós.blogspot.com

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O demônio não suporta que os esposos se amem, revela exorcista

MEXICO D.F., 06 Ago. 14 / 02:48 pm (ACI/EWTN Noticias).- “Não suporto que se amem!”, foi a resposta imediata e clara que o demônio deu ao exorcista italiano Pe. Sante Babolin durante um dos “combates”, quando o sacerdote lhe questionou por que estava causando problemas à esposa de um amigo.
“Por que este ódio?” Em declarações ao Semanário da Fé, o sacerdote explicou que Satanás detesta o Matrimônio porque é o sacramento mais próximo à Eucaristia.
“Explico-me: na Eucaristia, nós oferecemos o pão e o vinho ao Senhor, que pela ação do Espírito Santo, convertem-se no Corpo e Sangue de Jesus. No Sacramento do Matrimônio ocorre algo parecido: pela graça do Espírito Santo, o amor humano se converte no amor divino, assim, de maneira real e particular, os esposos, consagrados pelo Sacramento do Matrimônio, realizam o que diz a Sagrada Escritura: ‘Deus é amor: quem conserva o amor permanece em Deus e Deus com ele”.
Nesse sentido, o exorcista abordou o aumento no número de separações, cuja maioria se deve à degradação do amor entre homem e mulher.
“O Papa Bento XVI o assinalou em sua encíclica Deus caritas est: ‘O modo de exaltar o corpo, a que assistimos hoje, é enganador. O eros degradado a puro sexo torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma coisa que se pode comprar e vender; antes, o próprio homem torna-se mercadoria’. ‘E qualquer loja precisa renovar as mercadorias para vendê-la. Assim é do matrimônio fundamentado no sexo sem verdadeiro eros’”, expressou.
O sacerdote recordou que “o amor humano e divino, oferecido pelo Sacramento do Matrimônio, não é um amor instintivo, como não é instintiva a fé em Cristo; por isso necessita cultivo, vigilância e paciência”.
Por isso, alertou que “à infidelidade se chega com pequenas infidelidades; por isso cada esposo deve ter presente sempre, na sua cabeça e no seu coração, o outro; o diálogo e a confiança devem sempre permanecer”.
“O Diabo prova os esposos cristãos para levá-los à infidelidade, exatamente porque ele, sendo ódio, não tolera o amor”, assinalou.
Diante desta situação, recomendou que o casal reze o terço junto para afastar-se da tentação da infidelidade, além de praticar atividades que fortaleçam sua união.
Sobre o perdão, o Pe. Babolin afirmou que tem “um papel decisivo”, pois “renova a graça do Sacramento do Matrimônio. Mas o verdadeiro perdão tem que ser um acontecimento excepcional, pois viver o Matrimônio em uma constante busca de perdão, significa viver o amor em uma sala de reanimação”.
“O ideal seria descobrir, com a ajuda de pessoas competentes na vida
de fé e na dinâmica psicológica relacional, as armadilhas do Inimigo do Amor. O Sacramento do Matrimônio oferece a força do Espírito Santo para que os esposos atuem uma espécie de personalidade corporativa, que realiza um caminho de santidade compartilhada”, assegurou.
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"A suprema felicidade está na contemplação da Verdade." (S. Tomás de Aquino)  

Blog Mater Dei - Com Pedro, a Jesus por Maria 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Discurso do Papa Bento XVI aos Congregados


DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
AOS MEMBROS DA CONGREGAÇÃO MARIANA
 MASCULINA DE REGENSBURG
Sábado, 28 de Maio de 2011

Estimado Senhor Presidente
Queridos membros!
Um cordial «Vergelt’s Gott» [«Deus vos recompense»] pela vossa visita, pelo dom, pelo facto de terdes tirado da gaveta uma data esquecida da minha vida. De facto, trata-se de uma data que não é simplesmente «passado»: a admissão na Congregação mariana olha para o futuro, e nunca é simplesmente um facto que já se verificou. Eis que, ainda depois de 70 anos, esta data pertence ao «hoje», uma data que indica o caminho para o «amanhã». Estou-vos grato por terdes «recordado» esta data e por isto me sinto feliz. Agradeço-lhe de coração, estimado Presidente, as suas gentis palavras que saíram do coração e vão ao coração. Naquela época eram tempos obscuros — havia a guerra. Hitler tinha submetido um depois do outro a Polónia, a Dinamarca, os Estados do Benelux, a França e em Abril de 1941 — precisamente naquela época, há 70 anos — tinha ocupado a Jugoslávia e a Grécia. Parecia que o Continente estava nas mãos deste poder que, ao mesmo tempo, punha em questão o futuro do cristianismo. Nós tínhamos sido admitidos na Congregação, mas pouco depois começou a guerra contra a Rússia; o seminário foi destituído e a Congregação — antes de se ter reunido, antes que se conseguisse reunir — já tinha sido dispersa aos quatro ventos. Assim, isto não entrou como «data exterior» da vida, porque desde sempre foi claro que a catolicidade não pode existir sem uma atitude mariana, que ser católico significa ser mariano, que isto significa o amor à Mãe, que na Mãe e pela Mãe encontramos o Senhor.
Aqui, através das visitas «ad limina» dos bispos, experimentamos constantemente como as pessoas — sobretudo na América Latina, mas também nos outros continentes — se podem confiar à Mãe e, através da Mãe, depois, aprendemos a conhecer, a compreender e a amar Cristo; experimento como a Mãe continua a dar à luz o Senhor no mundo, como Maria continua a dizer «sim» e a levar Cristo ao mundo. Quando estudávamos, depois da guerra — e penso que hoje não mudou muito, não penso que a situação melhorou muito — a mariologia que se ensinava nas universidades alemãs era um pouco austera e sóbria. Contudo penso que nela encontramos o essencial. Naquela época, orientávamo-nos para Guardini e para o livro do seu amigo, o pároco Josef Weiger, «Maria, Mutter der Glaubenden» (Maria, Mãe dos crentes), o qual se inspira nas palavras de Isabel: «Bem-Aventurada és tu, que acreditaste!» (cf. Lc 1, 45). Maria é a grande crente. Ela reuniu a missão de Abraão na fé em Jesus Cristo, indicando assim a todos nós o caminho da fé, a coragem de nos confiar àquele Deus que se entrega nas nossas mãos, a alegria de ser suas testemunhas; e depois a sua determinação a permanecer firmes quando todos fugiram, a coragem de estar da parte do Senhor quando Ele parecia estar perdido, e precisamente desta forma prestar aquele testemunho que levou à Páscoa.
Por conseguinte, estou feliz por ouvir que na Baviera existem 40 mil membros; que ainda hoje existem homens que, juntamente com Maria, amam o Senhor e, como ela, dão testemunho do Senhor nos momentos difíceis e felizes; que estão com Ele, aos pés da Cruz e que continuam a viver jubilosamente a Páscoa com Ele. Agradeço portanto a todos vós porque mantendes alto este testemunho, porque sabemos que há homens católicos bávaros membros, que percorrem este caminho aberto pelos Jesuítas no século XVI, e que continuam a demonstrar que a fé não pertence ao passado, mas abre sempre a um «hoje» e, sobretudo, a um «amanhã».
«Vergelt’s Gott für alles» [Deus vos recompense por tudo], e Deus abençoe todos vós! Obrigado de coração.