sábado, 11 de novembro de 2017

Transmissão da 44° Assembleia Nacional da Congregações Marianas do Brasil

Como acontece todos os anos a Congregação Mariana Nossa Senhora Auxiliadora realizará a Transmissão Ao vivo da 44° Assembleia Nacional das Congregações Marianas do Brasil diretamente de Aparecida-SP. A transmissão pode ser acompanhada pelo nosso canal do Youtube e pelos links abaixo:


                                                                  Missa de Abertura


Primeira Parte




Segunda Parte




domingo, 29 de outubro de 2017

Discurso de Encerramento do Congresso do Cristo Redentor

Cardeal Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra.
Domingo 11 de outubro de 1931
Igreja de São Francisco de Paula, Rio de Janeiro

Ao legado de Sua Santidade o papa Pio XI, o Cardeal Arcebispo do Rio, cabe-lhe a honra insigne de encerrar o Congresso de Cristo Redentor e não o fará em discurso mas sim em palavras simples.
O representante do Santo Padre deve antes de tudo agradecer as palavras de carinho e amor que neste congresso foram proferidas.
Nas horas de tribulações, nas horas em que cravejam de angústia e dor o papa, quando não faltam renegados que insuflam a plebe amotinada a queimar conventos e asilos, quando um país há no mundo em que chegam a arregimentar um verdadeiro exército para uma guerra de extermínio ao nome de Deus, deve a pessoa do papa chegar a consoladora notícia de que, nas outras bandas do mar, existe um povo que faz questão de ser fiel a Cristo Rei, fiel à Santa Igreja, fiel ao soberano pontífice.
Nós queremos que ele Reine sobre o Brasil. E Cristo reinará! É o que o legado vai dizer ao papa, que lhe deu uma missão de amor e de benção.
Nas horas tristes, dirá ao papa que contempla a nossa Guanabara, o nosso Corcovado. O papa dirá então: " que lindo trono para o Cristo Redentor". E o cardeal legado dirá: " existe outro trono mais antigo e mais resistente que o granito do Corcovado: é o trono da Eucaristia, o trono da adoração perpétua".
O legado do sumo pontífice quer saudar hoje, e pede a seus filhos espirituais uma braçada de flores, uma explosão de aplausos, para o Episcopado nacional, grato pelo muito que fizeram os bispos, grato pelo que fizeram em prol do monumento, pelo brilho nunca dantes visto em outras solenidades. Podem todos imaginar como o coração se enche de emoção.

O representante do papa beija comovido as mãos que espalham esmolas da terra e do céu. Tem viva na retina e no coração a visão magnífica da hora santa em Santa Ana em que , os bispos, pareciam um colar de ametistas, que um anjo custódio tivesse como símbolo de amor e reparação para todo o povo brasileiro.
Tinha a impressão de que a legião dos bispos, nas horas presentes de guerras, formava uma força maior que a de todas as fortalezas. Amanhã eles irão sagrar a Cristo Rei do Brasil.
Os corações de nossos bispos serão a jóia mais preciosa para o diadema de Cristo Rei. Colocaram ao lado do trono duas bandeiras: a do papa e a da pátria e, por cima, a imagem do Salvador abraça num olhar carinhoso a todos: papa, bispos, povo brasileiro.
Mas se os homens persistirem na contumácia das competições políticas regionais e pessoais, tudo isto erá estraçalhando a unidade da pátria.
Senhor, eu não quero ser poeta lúgubre da morte da mais bela das pátrias! Senhor prefiro mil vezes sepultar os poucos anos que me restam a ver a infelicidade na pátria deste Brasil que é nosso!
Ó pátria, ajoelhe-se junto a Cruz do Redentor, junto á cruz onde nasceste grande e cresceste imensa. Brasil! Ò Pátria, conserva-te de joelhos diante de Cristo Redentor porque assim poderás apresentar-se de pé diante das outras nações, adorando um só Cristo Redentor.
Senhor! Aos pés do Cristo Redentor, Juremos fidelidade ao Brasil, à integridade da pátria. Agora compreendeis a elevação patriótica destas manifestações da pátria a Cristo Redentor.
Cristo vive, reina e impera!
Falta ainda completar estas palavras. Na praça de São Pedro, em Roma, existe um obelisco com essa inscrição e ainda argumento "et plebem suam ab omni malo defendant". O legado pontifício pede a aprovação de todos com aplausos para colocar no pedestal do Cristo Redentor a inscrição das palavras: "Cristo vence, Cristo Reina, Cristo impera, e contra todos os males defenda seu brasil"
Nunca o Brasil será vencido. Cristo vence, Cristo reina e porque reina a cruz nunca será humilhada ou desterrada da nossa pátria.
Para apagar a fé do Brasil seria preciso subir aos céus e apagar todas as estrelas. Seria necessário um terremoto ou maremoto que atingisse a Cristo no Corcovado, montanha escarpada que transformamos no trono perpétuo do Redentor. Seria preciso calcinar o granito do corcovado, o corcovado do coração.
Cristo impera, e na terra na qual  Cristo reina é preciso que todos se amem, é preciso que estale o beijo de toda a família brasileira.
Cristo impera, e o seu império é o imperio da paz, do amor e da misericórdia e do perdão. Aqui na terra enluarada pela visão branca do Cristo não há vencedores nem vencidos. Somos todos irmãos, filhos da mesma pátria, membros da mesma família.
Ao gesto amoroso de Cristo que abre os braços acolhedores a todos os brasileiros, sem distinção, deve responder o gesto patriótico do amplexo fraternal de todos os filhos e habitantes desta terra bendita.
Cristo vence ! E porque esta terra é sua, ela nunca será vencida pelo estrangeiro invasor, nem retalhada pela guerra civil.Seremos doce império em que não há lugar para tiranias. Nem a tirania de capitalismos vorazes, nem a tirania da demagogia sangrenta, nem a tirania dos potentados, nem a tirania do povo.

CRISTO VENCE, CRISTO REINA, CRISTO IMPERA, E CONTRA TODOS OS MALES DEFENDA O SEU BRASIL !!!

A mortificação, escada para subir ao Céu

As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje: fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao Céu.
Embora seja contraditória, tem atraído muitas pessoas a ideia de um Cristianismo sem sofrimento, sem penitências nem mortificações. Não se fala mais da necessidade de renunciar a si mesmo e tomar a própria Cruz [1], embora tenha sido o próprio Cristo a sublinhar tal obrigação. Não se ostenta mais a figura de Jesus Crucificado nas paredes de construções e nem mesmo nas igrejas, como se a constante lembrança das dores de Cristo fosse penosa ou até perigosa para as pessoas.
É, de fato, um ditado bastante repetido: “Falar só de dor e sofrimento afasta as pessoas da Igreja”. Mas, onde está a caridade daqueles que calam tais temas apenas para manter o número de fiéis? É certo que o homem moderno não quer ouvir falar dessas coisas – antes, prefere que adociquem sua boca com o mel das novidades e dos prazeres. Mas a religião católica tem que ver com as vontades e preferências do mundo ou, antes, com a vontade e o reinado de Deus? A fé cristã tem que ver com o que o homem deseja ou com o que o homem verdadeiramente precisa?
Rebate-se: “Mas, o homem precisa sofrer?” Na verdade, a pergunta está mal colocada. Não é que o ser humano precise sofrer; é que ele precisa amar. E, novamente – afinal, sempre convém repetir –, neste mundo, não é possível que sejamos privados de sofrer simplesmente porque não podemos ser dispensados de amar. Não é que a religião cristã seja “masoquista” ou cultue a dor; é que foi esse o meio que Cristo escolheu para amar-nos e é também o meio pelo qual nós devemos amá-Lo. “Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti” [2], diz Santo Agostinho. Não basta que o sangue de Cristo tenha sido derramado por todos; é preciso que aproveitemos de Sua eficácia, associando a nossa liberdade à ação da graça divina.
Neste tema, adverte o padre Garrigou-Lagrange, é preciso evitar dois extremos perigosos: o primeiro, menos comum, é o rigorismo jansenista, que apregoa a prática de árduas mortificações sem considerar a razão para isso, como que numa tentativa de alcançar o Céu por forças puramente humanas. Com isso, perde-se de vista “o espírito da mortificação cristã, que não é soberba, senão amor de Deus” [3].
O segundo erro a ser evitado parece dominar o mundo de hoje: trata-se do naturalismo prático. Com os argumentos já apresentados acima, essa tendência reduz a fé cristã a um bom mocismo, ignorando – ou fingindo ignorar – as consequências do pecado original sobre o gênero humano.
Nessa brincadeira perigosa, nem as palavras de Jesus contam mais. O Cristo que adverte para arrancarmos de nós os olhos e as mãos, se são para nós ocasião de queda, porque “é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ir para o inferno” [4]; o Cristo que pede que ofereçamos a face esquerda a quem bater em nossa direita, que entreguemos o nosso manto a quem nos tirar a túnica, que andemos dois quilômetros, ao invés de um só [5]; o Cristo que alerta para não jejuarmos “de rosto triste como os hipócritas” [6], “só para serdes notados” [7], é solenemente ignorado pelos naturalistas, que preferem fundar para si uma nova religião: a de um deus leniente com o pecado, com a indolência e com a preguiça espiritual.
É preciso deixar muito claro que não é possível construir um “novo” caminho diferente do que indicou Jesus e do que trilharam os Santos. “Mirabilis Deus in sanctis suis”, diz a Vulgata: “Deus é maravilhoso nos Seus santos” [8]. E eles não passaram por outra via senão a da mortificação. Como se explica, por exemplo, que uma Santa Catarina de Sena tenha começado tão cedo a flagelar-se e a fazer jejuns rigorosos [9]? Que, defender a sua pureza São Francisco se tenha revolvido na neve, São Bento se tenha jogado num silvado e São Bernardo tenha mergulhado num tanque gelado?
A chave para todas essas penitências é o amor, que não pode ser vivido neste mundo sem que crucifiquemos a nossa carne. Santo Afonso de Ligório ensina que “ou a alma subjuga o corpo, ou o corpo escraviza a alma”. São Bernardo respondia aos que zombavam dos penitentes do seguinte modo: “Somos em verdade cruéis para com o nosso corpo, afligindo-o com penitências; porém mais cruéis sois vós contra o vosso, satisfazendo a seus apetites nesta vida, pois assim o condenais juntamente com a vossa alma a padecer infinitamente mais na eternidade”.
Por que não se fala mais dessas coisas em nossas igrejas? Porque, infelizmente, quase nenhum espaço foi preservado desse maldito naturalismo, que pretende “inventar a roda” moldando um Cristianismo sem Cruz.
Para viver, é necessário mortificar-se, morrer mesmo, como o grão de trigo de que fala o Evangelho [11]. As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje e, como diz Santa Rosa de Lima, “fora da Cruz não existe outra escada para subir ao Céu”.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

domingo, 22 de outubro de 2017

Ave Maria

Foi assim que o Anjo Gabriel saudou Maria. Em aramaico, deve ter dito: "shalom lach", ou seja, "a paz esteja contigo". São Lucas, ao usar a expressão grega "khaire", confere outro sabor à saudação e diz: "alegra-te".
São Lucas é o evangelista da alegria. Dizem que era pintor e que de suas obras teriam restado somente o quadro da Virgem Maria que os Poloneses veneram em Czestockowa. Verdade ou não, o certo é que Lucas, em seu Evangelho, retrata, maravilhosa e bela, a Virgem Maria: ela é a virgem do amor e da alegria.
Ela é virgem, mas ama José, um homem puro e bom, a quem está prometida em casamento. Quem nasceu para criar um mundo novo devia ter um coração novo e saber amar de maneira nova, para além dos limites da carne e do sangue.

Não é sem razão que o arcanjo, extasiado perante a beleza de Maria, lhe diz: "Alegra-te". Como não alegrar-se ao contemplar as maravilhas que o amor do Deus da Beleza espargiu pelo mundo e que ainda fazem arregalar os olhos humanos, apesar da miséria gerada pelo pecado que as contamina ?
Sim, alegra-te, Maria, porque foste preservada de toda contaminação. Tu és a maravilha mais bela, a criatura mais estupenda.
Alegra-te Maria, porque tudo foi feito para ti, uma vez que tudo foi feito para Teu Filho. Alegra-te ainda mais porque teu Filho virá ao Mundo a fim de recriá-lo em pureza e amor, Justiça e paz, santidade e alegria.
A alegria! Sinal dos tempos messiânicos. O messias, filho de Maria, fará exultar os corações de santa alegria.
São Lucas sabia desta alegria e soube transmiti-la. Os relatos que abrem o Evangelho e nos conduzem rapidamente à casa de Maria estão impregnados de alegria.
Com razão, portanto, o evangelista põe nos lábios do arcanjo um sorriso e o convite à alegria messiânica. O mundo novo vai começar. Aproximam-se os dias do cumprimento da esperança. O Filho de Deus está pra vir. E Maria é o caminho do Messias, a porta donde despontará o sol da Salvação.
Sim, alegra-te, Maria! Alegra-te duplamente: porque o mundo vai ser salvo e porque tu, salva por antecipação e de modo mais excelente, foste escolhida como mãe do Salvador, Mãe dos tempos messiânicos, Mãe do mundo novo.
Permite, pois, Maria, que eu também me alegre contigo e, com Gabriel, te diga: Alegra-te! Ave Maria !
Mãe da alegria! "Alegria das minhas alegrias!"

Dom Hilário Moser SDB

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA PADROEIRA DO BRASIL



Rezemos pela nossa Pátria, à Virgem Aparecida, pelo destino da Nação, pelos seus futuros Governantes e pelo aumento da fé, esperança e caridade de todos os católicos brasileiros

Ó Maria Imaculada, Senhora da Conceição Aparecida, aqui tendes, prostrado diante de vossa milagrosa imagem, o Brasil, que vem de novo consagrar-se à vossa maternal proteção. Escolhemo-vos por especial Padroeira e Advogada da nossa Pátria; queremos que ela seja inteiramente vossa: vossa é a sua natureza sem par; vossas são as suas riquezas; vossos, são os campos e as montanhas, os vales e os rios; vossa é a sociedade; vossos são os lares e seus habitantes, com seus corações e tudo o que eles têm e possuem; vosso é, enfim, todo o Brasil. Sim, ó Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!

Por vossa intercessão temos recebido todos os bens das mãos de Deus, e todos os bens esperamos receber, ainda e sempre, por vossa intercessão. Abençoai, pois, o Brasil que Vos ama; abençoai o Brasil que Vos agradece; abençoai, defendei, salvai o vosso Brasil!

Protegei a Santa Igreja; preservai a nossa Fé, defendei o Santo Padre; assisti os nossos Bispos; santificai o nosso Clero; socorrei as nossas famílias; amparai o nosso povo; esclarecei o nosso governo; guiai a nossa gente no caminho do Céu e da felicidade! Ó Senhora da Conceição Aparecida, lembrai-Vos de que nós somos e queremos ser vossos vassalos e súditos fiéis. Mas lembrai-vos também de que nós somos e queremos ser vossos filhos. Mostrai, pois, ante o Céu e a Terra, que sois a padroeira poderosa do Brasil e a Mãe querida de todo o povo brasileiro!

Sim, ó Rainha do Brasil, ó Mãe de todos os brasileiros, venha sempre mais a nós o vosso reino de amor e, por vossa mediação, venha a nossa Pátria o reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso. Amém.

Ó Senhora Aparecida, Mãe querida, tenho tanta confiança em Vós, que espero a vossa proteção e vosso amparo em todos os passos de minha vida e na hora da morte. Amém.